Diário de Viagem
16 DEZ

2011: O ano de cruzar fronteiras
Natal simboliza o nascimento. Representa a alegria, auto-doação, caridade, enfim, a felicidade, em seu melhor momento. Estamos falando do verdadeiro natal, não aquele que hoje é lembrado mais pela troca de presentes que pelo seu verdadeiro significado.
Através dessa mensagem, buscamos resgatar em todos o verdadeiro espírito natalino. Durante esse ano, tivemos diversas demonstrações de que sim, isso é possível. Sentimos o verdadeiro e doce sabor da solidariedade, da doação, da humildade, da prestatividade, da amizade, do amor ao próximo.
Nos mais longínquos destinos que nossas máquinas de metal ousaram atravessar nesse 2010, vimos que o mundo, esse nosso mundo, ainda tem jeito. Basta acreditarmos, e fazer a nossa parte !
Que a passagem desse natal seja marcante dentro de todos os corações, e resgate em todos a mais pura essência que move a humanidade: o amor.
Desejamos à você, e à toda sua família, um natal especialíssimo. Onde os principais ingredientes de sua ceia sejam o amor, a paz, saúde, e felicidade em doses abundantes.
E que em 2011 estejamos novamente juntos, reduzindo a ansiedade, acelerando com paixão, e cruzando as fronteiras, com nossas duas rodas, e com nossos sonhos no coração.
Feliz Natal, e um magnífico 2011 !
PHD-BR
2011: El año de cruzar fronteras
Navidad simboliza el nacimiento. Representa la alegría, entrega, caridad, en fin, la felicidad, en su mejor momento. Estamos hablando de la verdadera Navidad, no aquella que hoy se recuerda más por el intercambio de regalos que por su significado.
Através de este mensaje, buscamos recuperar en todos el verdadero espíritu de la navidad. Durante este año tuvimos diversas demostraciones de que sí, eso es posible. Sentimos el verdadero y dulce sabor de la solidaridad, de la entrega , de humildad, amabilidad, de amistad, de amor al próximo.
En los más lejanos destinos que nuestras maquinas de metal atravesaron en este 2010, vimos que el mundo, ese nuestro mundo, aun tiene un camino. Basta creerlo, y hacer nuestra parte.Que el paso de esta Navidad se encuentre en todos los corazones, y rescate en todos la más pura esencia que mueve a la humanidad: El Amor.
Deseamos a ustedes y a sus familias, una Navidad muy especial. Donde los principales ingredientes de su cena sean el amor, la paz, la salud y felicidad en dosis abundantes.
Y que en el 2011 estemos nuevamente juntos, reduciendo las ansiedades, acelerando con pasión, y cruzando fronteras, con nuestras dos ruedas, y con nuestro sueños en el corazón.
Feliz Navidad, y un magnifico 2011
PHD-BR
19 NOV


Pomerode, SC (BRA)
A Expedição Alasca terminou. Mas a emoção e as surpresas, continuam. No último 19/11, o PHD Chico teve uma agradável e emocionante surpresa, ao ser homenageado pela Secretaria de Turismo de Pomerode, representada pela Ivone, e ainda por membros de grupos de stammtisch de Pomerode e as Festeiras. Os motivos da homenagem foram os eventos de Harleyros (PHD's) realizados naquela cidade (Pomerode), e também a conclusão com êxito da Expedição Alasca. Como recordação desse momento, PHD Chico recebeu um brasão da cidade, criado pelo inigualável escultor Ervin Teichmann. O Brasão foi oficializado como sendo o brasão oficial da cidade, em 1964. Depois, foi a vez do próprio Chico retribuir as gentilezas, com discurso de agradecimento seguido de alguns presentes à todos que lá estavam. Mais uma data inesquecível. Obrigado à todos amigos e amigas de Pomerode.
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08 NOV


Blumenau, SC (BRA)
O bom filho, à casa torna.
Felizes. Essa palavra tão simples, é com certeza a mais apropriada para definir nosso estado de espírito. Afinal, foram 163 dias rodando pelo mundo, em duas rodas. E, não teve chuva, vento, areia, nem nada que, literalmente ou não, nos derrubasse.
Felicidade. Ela existe sim, e está num estacionamento cheio de amigos, de parentes, que estão lá para aguardar sua chegada depois de mais de 5 meses de viagem.
Felicidade, é aquele bom sentimento que toma nosso coração quando percebemos que ainda existem muitas pessoas boas no mundo. São nossos "anjos", que nos salvaram de muitas situações difíceis ao longo de todos esses dias.
Felicidade é ter a oportunidade de conhecer o quão lindo é o nosso planeta. Atravessar vales, desertos, montanhas, e encontrar do outro lado a esperança. Entender que embora muitos vivam em condições para nós quase inimagináveis, elas são felizes com o que tem e principalmente: com o que são.
Felizes, por poder estar hoje aqui compilando tudo que vivemos nesses meses, da melhor forma possível. E assim, talvez possamos proporcionar à muitos outros aventureiros uma viagem mais segura, mais tranquila, com um melhor conhecimento à respeito dos lugares que pretendem visitar.
E, finalmente: felicidade que nos esperava cada vez que abríamos o site da expedição e/ou nossos emails, e éramos surpreendidos com uma quantidade gigante de mensagens de apoio, de ânimo, de carinho, de solidariedade.
Aproveito a oportunidade para agradecer, e agradecer muito, por tudo que vocês fizeram por nós nesses dias todos. Sem vocês, a expedição não teria êxito e nem propósito.
Muito obrigado pela sua companhia na garupa.
PHD Chico
Blumenau, 12 de Novembro de 2010.
El buen hijo vuelve a casa.
Felices. Esa palabra tan simple, es sin duda la más adecuada para definir nuestro estado de ánimo. Después de todo, fueron 163 días recorriendo el mundo en dos ruedas. Y no hubo lluvia, viento, arena, ni nada que literalmente nos derrumbase.
Felicidad. Ella existe si, está en un estacionamiento lleno de amigos, familiares, que están allí a la espera de su llegada después de más de cinco meses de viaje.
La felicidad es ese buen sentimiento que toma nuestros corazones cuando nos damos cuenta de que existe todavía mucha gente buena en el mundo. Ellos son nuestros "ángeles" que nos salvaron de muchas situaciones difíciles a lo largo de todos esos días.
La felicidad es tener la oportunidad de ver lo hermoso que es nuestro planeta. A través de valles, desiertos, montañas, y encontrar al otro lado la esperanza. Comprender que, aunque muchos viven en condiciones casi inimaginable, ellos son felices con lo que tienen y lo más importante con lo que son.
Feliz de poder estar hoy aquí recopilando todo lo que vivimos en estos meses, de la mejor manera posible. Y así, tal vez podemos ofrecer a muchos otros aventureros un viaje más seguro, más tranquilo, con un mejor conocimiento y respeto sobre los lugares que desean visitar.
Y por último: la felicidad que nos esperaba cada vez que abrimos el site de la expedición y nuestros correos electrónicos y nos sorprendía la gran cantidad de mensajes de apoyo, ánimo, cariño y solidaridad.
Aprovecho esta oportunidad para agradecer, muchas gracias por todo lo que hicieron por nosotros todos esos días. Sin ustedes, la expedición no habría tenido éxito ni propósito.
Gracias por su compañía en la grupa.
PHD Chico
Blumenau, 12 de noviembre de 2010.
The good son, returns home.
We are happy. These simple words are the most appropriate to define our state of spirit. All in all, we rode 163 days by the world, in two wheels. No rain, wind, sand or any other element was strong enough to bring us down.
Happiness. It exists and is located in a parking lot full of friends and relatives that are there waiting for your arrival after 5 months of travel.
Happiness is that good feeling that embraces our heart as we realize that there are a lot of good people in the world. They are our “ angels”; the ones that saved us in very difficult situations during all those days.
Happiness is to have the opportunity to see how beautiful is our planet. To cross valleys, deserts and mountains and finding hope on the other side. Understanding that although a lot of people live under unimaginable conditions according to our precepts, they are happy with what they have and most importantly, with who they are.
We are happy to be able to be compiling today, in the best possible way, all that we lived during those months. And, in doing so, maybe we will help a lot of other adventurers to have a safer and more relaxed trip, having advance knowledge of what to expect ahead.
And, last but not least, happiness involved us every time we visited our web site or opened emails and were surprised by the giant volume of support, care, good luck wishes and solidarity.
We take this opportunity to convey our gratitude, and thank you all a lot for all you did for us during all those days. Without you this expedition would not have had success or purpose.
Thank you for riding with us in our bike.
PHD Chico
Blumenau, 12 de noviembre de 2010.
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07 NOV



163 Curitiba, PR (BRA) à Blumenau, SC (BRA): 259.15 km
O dia "D".
Se fosse possível instituir feriado "particular", 07 de Novembro seria uma data mais que apropriada para mim.
Saímos cedo de Curitiba, por volta das 08:00h, rumo à primeira parada, o Posto Rudnick, na BR 101. Lá, o comboio aumentou. Além de nós e os amigos da PRF, teremos também a companhia de outros amigos motociclistas, que já nos aguardavam. Seguimos todos, rumo à ultima
parada de nossa expedição: Blumenau !.
Faltava pouco. Entrávamos na rua que levava à Churrascaria Ataliba, com a escolta dos amigos da PRF (que nos acompanhavam desde hoje de manhã, na saída de Curitiba), e a companhia de outros amigos PHD's. Coração batendo forte. Um aperto no peito. Chegara o dia...
Ao entrar no estacionamento do restaurante, uma visão que dificilmente irei esquecer. Estacionamento lotado, com vários amigos e familiares em pé, esperando o comboio, e ao fundo, o "veículo" que transporta nosso grupo de stammtisch Kleine Kneipe nos desfiles da Oktoberfest, com vários amigos dentro dele, tocando e cantando alegremente divertidas músicas alemãs, e saboreando aquele chope gelado, que tanto desejava também.
Beijos, abraços, lágrimas, sorrisos ... Durante longos minutos, era essa a tônica do lugar. Hora de matar a saudade, de tudo, de todos... Estou de volta !
Muitas fotos, mais abraços, sorrisos, um grande e merecido buquê de rosas vermelhas para minha querida Rose, e a alegria de ver tantas pessoas que amo, aí, ao meu redor. Isso é como Mastercard. Não tem preço...
Alguns chopes Eisenbahn, geladinhos como sempre, parecem me trazer de volta à realidade. Sim, eu voltei mesmo. Faz tanto tempo... Mais de 5 meses.. Passaram-se Copa do Mundo, eleições, tantas coisas. E agora, estava lá. Copo na mão, amigos ao redor, música do Kleine Kneipe, o cheiro de minha cidade...
Era muita emoção pra um homem só. Sendo assim, é claro que eu não conseguiria ler o discurso que havia previamente redigido. Chamei o amigo Sérgio ao "palco" para que fizesse isso por mim. Para registro, o discurso segue na íntegra, abaixo:
"Hoje é um dia daqueles onde é possível sentir um coquetel de emoções. Ao invés de larvas, gafanhotos, formigas, hoje sinto o doce sabor da missão cumprida, temperada com a sede que sentia de saciar minha saudade de meus entes queridos, e como sobremesa, a cereja do bolo, voltar são e salvo para a cidade que eu amo. Só nessa etapa, de 29 de Maio até hoje, foram 62.000 quilômetros de descobertas, de alegrias, de angústias, de medo, e de muita adrenalina. Mas, nada é maior que a saudade.
Saudade dos amigos, da minha terra, mas principalmente, de meus filhos e de minha querida Rose. À ela, inclusive, eu dedico os louros do êxito dessa expedição. Não é todo homem que tem a sorte de ter uma esposa que mesmo com problemas de saúde, encoraja o marido para seguir rumo à realização de seu sonho. E, não é algo tão simples. É muito mais que uma ida à um jogo de futebol, ou um chopp com os amigos. Foram mais de 160 dias. Saudade gigante de toda família, pais, netos, demais parentes, que ocupavam um lugar permanente em meu coração, à cada dia dessa viagem.
Agora, eu preciso agradecer. À começar pela própria Rose, que tenho certeza, estava comigo em cada quilômetro rodado, em pensamentos, e orações. Aos meus filhos, por também entenderem que também os mais crescidos merecem ir em busca de seus sonhos. Aos meus amigos, pelo apoio demonstrado em forma de pensamentos positivos, orações, telefonemas, emails, e mensagens. E, uma viagem desse porte definitivamente não seria possível sem o apoio financeiro dos meus patrocinadores. À cada um deles, o meu muito obrigado.
Também é fundamental agradecer o apoio, o carinho, a hospitalidade, e a solidariedade de todos aqueles que estiveram ao nosso lado durante algum momento da expedição. Justamente pela dimensão dessa aventura, afinal, são mais de 160 dias, seria arriscado e imprudente citar nomes. São muitas pessoas, e muitas delas até anônimas. Meu muito obrigado à todos vocês.
E, um parágrafo especial agora falando da alegria. Primeiramente, por estar aqui, concluindo a expedição dentro do previsto, com saúde, sem nenhum incidente mais grave, e tendo agora a
oportunidade de matar a saudade de todos vocês que aqui estão.
Ainda falando de alegria: A conclusão desta odisséia, irá possibilitar a admissão dos expedicionários, os PHD's Chico, Evangelista, e Osmar, com sua Terezinha na garupa, na comunidade internacional dos Fazedores de Chuva, onde se fazem presentes todas as importantes marcas de motocicletas, até então, menos a Harley.
Além disso, tenho também a honra de trazer um título para nossa cidade. Em todo o Brasil, sou o primeiro motociclista à percorrer todo o circuito Ushuaia-Alasca, ida e volta, à bordo de uma Harley Davidson.
Enfim.. Agradeço novamente a presença de todos que aqui estão, que com certeza transformaram o dia 07 de novembro em uma data especial, no calendário de minha vida. É muito bom estar aqui com vocês."
Hora de almoçar. Coisa linda, aquela área reservada da Churrascaria totalmente cheia de amigos e pessoas queridas. Como tinha saudade de vocês...
Muitas picanhas, ovelhas, mignons e alcatras depois, barriga cheia e coração igualmente cheio, de calor humano.
Um dia para nunca mais esquecer !
Para finalizar, os nossos amigos PRF's ainda acompanharam o PHD Osmar e sua Terezinha rumo à Balneário Camboriú. À esses policiais rodoviários, o nosso sincero muito obrigado.
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06 NOV



162 São Paulo, SP (BRA) à Curitiba, PR (BRA): 394.28 km
“Como o tempo passa, como o tempo voa,
Neste meu São Paulo, terra da garoa.”
São Paulo da Garoa
Tonico e Tinoco
Choveu a noite inteira. E amanheceu chovendo. Foi assim que deixamos São Paulo: debaixo de muita chuva. Despedimo-nos do PHD Laranjeira e de Heloisa na garagem do prédio. Depois vi pelo retrovisor, que eles nos observavam do portão. Levantei a mão rapidamente, dando adeus àqueles dois anjos que nos acolheram mais uma vez, na intimidade do seu lar. Queria gritar alguma coisa, dizer mais uma vez muito obrigado, mas o capacete fechado abafou tudo.
Notei que eles continuaram acenando para nós, até que desaparecêssemos no final da rua, encobertos pela chuva incessante. Até breve amigos, falei baixinho, e desejei ao casal, muitas
felicidades, e que fizessem boa viagem (hoje á noite embarcam para os States).
Num instante estávamos na Castelo, para em seguida pegar o Rodoanel que nos levaria à Régis, em direção a Curitiba, nossa última parada antes de chegar em casa.
Os 400 km que nos separavam de Curitiba foram feitos com o coração apertado, pois o GPS já nos informava que poderíamos chegar ainda hoje em casa. Mas, havia uma programação à seguir, e para cumpri-la à risca, tínhamos que dormir em Curitiba, e assim o fizemos.
Enquanto vencíamos os quilômetros que nos separam de casa, como num filme em alta velocidade, toda a viagem começou a desfilar em minha mente. A longa travessia do Chaco argentino, a subida na gelada Cordilheira dos Andes, o majestoso Deserto de Atacama, a visão do Pacífico em Iquique, os penhascos da Colombia, a Serra Tarahumara no México, enfim, lugares maravilhosos por onde passamos. Mas muito mais que paisagens, encontramos e conhecemos muitas pessoas, verdadeiros anjos que nos receberam e nos acolheram em suas casas. Eles tornaram nossa jornada muito mais leve e prazerosa.
Na descida da serra do Azeite, onde a rodovia ainda não está duplicada, muita atenção. Movimento intenso de caminhões. Mas para nossa alegria, a chuva cessa. Pilotar no asfalto seco é muito mais agradável.
Em Curitiba, nos encontramos com a equipe da PRF que veio de SC especialmente para nos acompanhar até chegarmos em casa. Vieram três: o Deitos, o Reckziegel e o Borguetti. Quanta honra! Acho que estamos ficando famosos. Tenho recebido muitas mensagens de amigos,
dizendo que viram nossa matéria na TV. Gostaram.
Chegamos cedo e fomos colocar o site em ordem; imagens, textos, vídeos, e cuidar de todas as preparações para a chegada em casa amanhã, por volta do meio dia.
À noite jantar em boa companhia: dos policiais rodoviários e do Orlei, irmão do PHD Osmar, acompanhado da esposa Ilizete.
Programamos sair às 8:00h com destino à nossa linda Blumenau. No caminho, mais precisamente no Posto Rudnick, o comboio aumentará, com mais amigos seguindo rumo à Blumenau.
Ah, Blumenau... Que saudades.. E pensar que nem na Oktoberfest eu pude estar presente. Muito menos nos desfiles, junto com meus amigos do grupo de stammtisch Kleine Kneipe. Nessas horas teria sido muito bom se o teletransporte já tivesse sido inventado.
Hora de dormir. Esperamos que a ansiedade não prejudique nosso sono hoje...
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05 NOV



161 São Paulo, SP (BRA): 68.92 km
Nosso segundo dia em São Paulo foi de muito descanso e pura magia. Magia pelo carinho com que somos tratados pelo nosso amigo PHD Laranjeira e sua querida Heloisa. Dele recebemos uma mensagem, abaixo transcrita em inteiro teor, relatando a nossa visita:
"Dentro do que Heloisa e eu fazemos, estão as constantes viagens ao Brasil para visitar o filho, nora e 3 netos. Normalmente ficamos uns 15 ou 20 dias e voltamos para nosso cantinho em Boca Raton. Foi nesse cantinho que tivemos o prazer de receber os agora amigos, PHD's Chico, Osmar e Terezinha, eméritos FAZEDORES DE CHUVA, em Setembro p.p durante a passagem deles pela Florida. Foram 3 dias divertidos, com comes e bebes, e celebrações das mais diversas.
Estávamos em Sampa, curtindo a família, quando soubemos que os FAZEDORES DE CHUVA estariam passando por aqui no início de Novembro. Ainda com o sabor dos divertidos 3 dias de Setembro, apressamo-nos a convidá-los a dividir nosso humilde apartamento em Alphaville, enquanto estivessem por aqui, limitados é claro aos 3 dias, de Lei! Para os que desconhecem a Lei, aqui vai: Lei 1905 de 1944 - Artigo Único: Peixe, queijo e visita, depois de 3 dias, fedem. Portanto, todo convidado deve automaticamente retirar-se do convívio da família ao final dos 3 dias corridos. Parágrafo Único: Não se admitem retornos em períodos aproximados. Quebramos a regra para prazerosamente receber nossos amigos aqui.
Na chegada, dia 4, cansados pelo calor da estrada Rio/São Paulo, uma refrescada geral, um lanchinho e um descansinho, visto que uma turma de PHD’s de São Paulo havia preparado uma recepção no Jacaré Grill na Vila Madalena. Intimados, Chico e Osmar foram de moto e eu levei Terezinha de carro. Uma grande festa no "fumódromo" do Jacaré. Noite agradável, bom Scotch rolando solto, cerveja à vontade e os famosos petiscos da casa. Explicando: o apelido de
"fumódromo" foi instituído por ser o único bar com autorização para fumar, já que trata-se de um ambiente aberto. Muitos abraços e beijos, saudades, contatos refeitos, olhos úmidos. Uma continuação do carinho recebido em outros locais do Brasil.
Segundo dia, café da manhã e um passeio pelo Alphaville Comercial onde se aparou a barba do Chico (ele queria chegar “bonitinho” em casa) e os dois compraram flores para a Heloisa; o cavalherismo de sempre.
Antes do almoço, a grande decisão: vamos aperitivar com uma “Cava” Espanhola ou um “Prosecco” Italiano? Bem, na dúvida, bebemos as duas..............
Almoço preparado pela “benedita” (meu apelido de cozinheiro), bem caseiro; arroz e feijão e uma carne de sol acebolada puxada na manteiga e azeite. Bebida, só cervejinha gelada. Sobremesas,
frutas, o brigadeirão de chocolate e pavé. Depois, o soninho reparador em preparação à outra recepção preparada pelos PHD Road Captain Keith e PHD Takashi no Road Burger na Mooca.
A ambientação desta hamburgueria é de posto de estrada do Texas nos anos 30, com decoração caprichada em detalhes como uma bomba de gasolina no terraço. Os fartos hambúrgueres trazem nomes que evocam motos, como Harley Davidson (de picanha com 160 g, grelhada com queijo cheddar, alface, tomate e maionese de fabricação própria, acompanhado de baked potato recheada com alho, Catupiry e bacon).
Desta vez sem motos, os ilustres viajantes foram reapresentados ao trânsito de Sampa. Uma hora e 40 minutos para chegar. Apesar de atrasarmos, o espírito dos mais de 30 companheiros que nos esperavam foi animador. Música dos PHD's cantada por todos na chegada do Chico, Osmar e Terezinha. Abraços, beijos, muito carinho para com nossos FAZEDORES DE CHUVA.
Chopp gelado, petiscos dos mais variados e, muita conversa. Ao final o SORVETE; uma monstruosa delícia que necessita de pelo menos 5 para abatê-la. Muita gozação com o potencial “crédito” dos inquilinos para um outro dia visto que só estavam ficando por 2 dias desta vez........
Mas, o dever chama, e sábado pela manhã, não tão cedo assim, partiram os 3 para Curitiba, ultima parada antes da festa de chegada no próximo Domingo em Blumenau. Heloisa e eu ficamos outra vez com uma dolorosa e ao mesmo tempo saborosa sensação de termos tido uma prazerosa visita de velhos amigos. Assim somos todos os PHD's; VELHOS AMIGOS!"
PHD Laranjeira
Boca Raton, (USA) – Florida
Santana de Parnaiba – S.Paulo
jmdlaranjeira@terra.com.br
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04 NOV



160 Rio de Janeiro, RJ (BRA) à São Paulo, SP (BRA): 535.87 km
Saindo do Rio, enfrentamos grandes congestionamentos no trânsito, mas que foram habilmente contornados pelo nosso Road Captain, PHD Artur.
Saindo da Barra da Tijuca, num instante estávamos na Linha Amarela, para em seguida ganharmos a Dutra e rumarmos direto para São Paulo, nossa próxima parada. Com um aceno de mão, nos despedimos do PHD Artur, que retornou para sua cidade, para seus afazeres. Obrigado
companheiro, por tudo que fez por nós.
Em Itatiaia, parada para nos despedirmos de nossos amigos PHD Comte. Edgard e querida Cida, que muito gentilmente nos acompanharam desde Belo Horizonte. Ali se despediram para rumarem
até Caxambu, onde participarão de encontro de motociclistas.
Continuando pela Dutra, chegamos à Aparecida do Norte. Ali paramos por um instante, para visitar o Santuário e agradecer à Deus, através da santinha milagrosa, por ter nos acompanhado durante toda a jornada, por ter nos conduzido pelo bom caminho e não ter deixado acontecer nenhum mal conosco. E foram em muitas ocasiões que pedimos ajuda à Ele, que nunca se negou à nos atender. Foi nosso garupa.
Em São Paulo, rumamos direto para Alphaville, onde nos aguardavam os nossos grandes amigos PHD Laranjeira e querida Heloisa. Quanta alegria reencontrarmos esse simpático casal, que em outra ocasião nos hospedou, quando passamos por Boca Raton, na Flórida, e agora, novamente nos recebe, em seu confortável apartamento. Altas mordomias...
À noite, no Jacaré Grill, encontro com o famoso grupo de harlystas de São Paulo, os VMDB (Valente Motoqueiro Destemido e Beberrão). Lá tivemos a oportunidade de rever grandes e velhos amigos, de longas jornadas.
Em São Paulo, alguns pontos merecem grande destaque: nesse fim de semana, por exemplo, a cidade recebe mais uma etapa do Mundial de Fórmula 1, em Interlagos. O Autódromo de Interlagos (cujo nome oficial é Autódromo José Carlos Pace), foi inaugurado em 12 de maio de 1940, após pouco mais de um ano de construção. A sua área total corresponde a 923.000 metros quadrados. O circuito é um dos poucos circuitos de automobilismo fora dos Estados Unidos a ter sentido anti-horário.
Outro evento acontecendo por aqui, é o 26º Salão Internacional do Automóvel. Ocorre de 27 de Outubro, até 07 de Novembro, no Anhembi. Os ingressos, para maiores de 12 anos, custam R$ 40,00. Um evento desse porte faz girar a economia. E, também o bolso das modelos. Algumas (as que estão em destaque, geralmente rodando ao lado dos carros nas plataformas), chegam a receber R$ 450,00 por dia, o que dá R$ 6.300 para os 14 dias de evento (contando os dois dias
exclusivos para imprensa). A edição desse ano tem a exibição de 450 veículos de 42 marcas diferentes - entre eles cerca de 180 novidades em solo brasileiro.
Isso e muito mais, na sexta maior cidade do planeta, que conta com mais de 19 milhões de habitantes em sua região metropolitana. A cidade possui o 10º maior PIB do mundo, representando, isoladamente, 12,26% de todo o PIB brasileiro, e é sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil. Sua grandeza já pode ser constatada no lema da cidade, que está presente em seu brasão oficial: a frase em latim "Non ducor, duco", cujo significado em
português é "Não sou conduzido, conduzo".
Nos vídeos de hoje, convites para o Bahia Road Festival. Evento esse que ocorrerá em Salvador, entre 3 e 6 de Fevereiro de 2011. O encontro, que será realizado pela primeira vez na Bahia, tem uma programação que inclui visita aos principais pontos turísticos da cidade, como a Igreja do Bonfim, o Pelourinho e a orla. Outro atrativo é o passeio pela Linha Verde.
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03 NOV



159 Rio de Janeiro, RJ (BRA): 71.77 km
O dia amanheceu perfeito, combinando com o Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa. Na praia em frente ao hotel, muita gente já aproveitava os primeiros raios do sol para a caminhada matinal.
Outros, apenas para relaxar nas areias brancas, aproveitando para descansar das intensas atividades do final de semana prolongado.
PHD Balaciano e sua querida Rose chegaram no horário combinado. Em dois carros, lá fomos nós, num dos mais agradáveis passeios de toda a viagem: conhecer o Rio, ou pelo menos, parte dele.
Primeira parada, na Pedra da Gávea, e lá foi o PHD Chico em mais uma de suas loucas aventuras: fazer um vôo de asa delta. Parece que gostou. Teve a oportunidade de ver lá do alto praticamente toda a cidade, enquanto planava ouvindo apenas o soar do vento.
Sobre a Pedra Bonita: é uma montanha com altitude máxima de 696 metros, coberta, no passado, de floresta de Mata Atlântica. A montanha situa-se entre os bairros de São Conrado e Barra da Tijuca, na Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro. Pode ser considerada um dos mirantes mais espetaculares e de fácil acesso da cidade. Lá, podemos encontrar várias atividades esportivas e recreativas tais como: vôo livre, caminhadas e alpinismo.
Próxima parada, Corcovado. Os carros não podem subir. Temos duas opções: de bondinho ou de van. Optamos por subir de van, que oferece a oportunidade de algumas paradas para fotos durante a subida, além de contarmos com preciosas informações passadas pelo guia, que é também o motorista.
O Rio visto do Corcovado é realmente maravilhoso. De lá se avista o Maracanã, a ponte Rio-Niterói, os aeroportos do Galeão e o Santos Dumont, o Pão de Açucar, a cidade de Niterói, e toda a Baía da Guanabara. Poderíamos passar horas ali, nos deliciando com tanta beleza, mas é hora de voltar. Temos compromisso.
Sobre o Cristo Redentor: está localizado no topo do Morro do Corcovado, à 709 metros acima do nível do mar. De seus 38 metros, oito estão no pedestal. Foi inaugurado às 19h 15min do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras. O Guiness World Records, versão atualizada de 2009, considera o Cristo Redentor a maior estátua de Cristo. No dia 7 de julho de 2007, em Lisboa, foi eleito uma das novas sete maravilhas do mundo. Curiosidade: ainda hoje algumas pessoas dizem erroneamente que o monumento foi um presente da França para o Brasil, quando na verdade, a obra foi erigida a partir de doações de fiéis de arquidioceses e suas paróquias por todo o país. Da França vieram apenas uma réplica de 4 metros feita de pequenos moldes, assim como modelos das mãos feitos pelo colaborador Landowski.
À noite, no bar Beco do Alemão, o tradicional ponto de encontro de motociclistas cariocas, que gentilmente nos recebeu ontem, temos mais um compromisso: gravar matéria sobre nossa viagem com equipe de jornalismo do SBT, para ir ao ar em rede nacional. A matéria poderá ser vista na internet, AQUI !.
Nossa passagem pelo Rio foi marcada pelo hospitalidade, cortesia e companheirismo dos motociclistas cariocas. Nosso especial agradecimento ao PHD Artur Albuquerque e querida Cláudia, ao PHD Balaciano e querida Rose, que além de nos acompanharem desde Belo Horizonte, organizaram essa magnífica recepção; PHD César e Drago; PHD Giba e querida Dedê, enfim, todos os motociclistas que nos acompanharam nesse trecho da expedição.
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02 NOV



158 Belo Horizonte, MG (BRA) à Rio de Janeiro, RJ (BRA): 470.88 km
Uma chuva fina e intermitente envolvia Belo Horizonte e às 08:00h da manhã, estacionadas em frente ao hotel Ibis – Liberdade, as duas Electras da Expedição Alasca estavam - finalmente - perfeitamente revisadas e prontas para dar a partida para uma nova etapa da viagem. Rumo ao Rio de Janeiro, o PHD Chico, o PHD Osmar e a PHD Terezinha levavam nos alforjes de seus saudosos corações um forte sentimento de gratidão para com o PHD Cap Senra, Dona Geralda, PHD Kay, a PHD Jackie, o PHD Bruno (segundo o PHD Chico: com certeza o melhor Mecânico de H-D do Brasil e na experiência da Expedição Alasca, o melhor das Américas), o PHD Pitz e seus familiares, por demonstrarem na prática, o significado de um imenso carinho, irrestrita dedicação e irretocável hospitalidade.
Para amenizar a tristeza de deixar o convívio dessas pessoas luminosas e iluminadas por Deus, ainda em BH, integraram–se a Expedição mais 4 Electras (PHD-MG Edgard/Cida, PHD-RJ Artur/Claudia, PHD-RJ Balaciano/Rose e PHD-RJ César) e uma Road King (PHD-RJ Drago), para fazer companhia aos viajantes nesta próxima perna da viagem.
A chuva contínua banhava a BR-040, que é a Pista de Pós-graduação e Recreação de muitos motociclistas do Rio de Janeiro, principalmente, dos Harleyros que gostam de fazer belas curvas com as suas Harley-Davison. Mas, naquele momento, a estrada era apenas um risco de asfalto por entre as montanhas altaneiras da bela e saborosa Minas Gerais. Aos poucos, pinceladas finas de barro provocadas pela chuva acrescentavam riscos, como que centelhas avermelhadas ao corpo das Harleys. Deixando fluir a imaginação, um observador local, pitando o seu cigarrinho de palha, poderia distinguir ao longe, sete potros negros envoltos em labaredas, zunindo pelas encostas dos montes, rasgando os ares com os rugidos de seus Twin Cam, em homenagem àquela terra de homens, que sempre lutaram pela liberdade, igualdade e fraternidade.
Os integrantes da Expedição não sabiam que uma hora após a partida de BH, partiria também do posto Ipiranga do “Cebolão”, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, um trem de mais de trinta Harleys e outras tantas motos, capitaneado pelo PHD Enoch/Grace em sua Ultra e o APHD Vilarinho em sua Gold Wing prata (na posição de ferrolho ou serra-fila), que iria recepcioná-los no posto Ipirangão, em Três Rios, às 12:00h. Para orgulho pessoal do PHD Artur, seguia no trem de H-D do Rio, sob os cuidados do Road Captain e do PHD Gillberto, o seu filho futuro PHD Alexandre Montenegro, pilotando uma Heritage Prata, cedida pelo PHD Valentino, para sua estréia de Harleyro, na longa estrada: Foi aprovado, por ambos avaliadores, com louvor. De outros pontos do Rio, outros grupos de motociclistas seguiram para o mesmo destino, com suas motocicletas Suzuki, Kawasaki, Yamaha, KTM, Honda, BMW etc. Todos respondendo ao chamado para homenagear aqueles que ousaram atravessar todo o continente americano, de Ushuaia a Prudhoe Bay, no Alasca, ida e volta, exclusivamente por estrada, com suas motocicletas.
Mais tarde, quando as Harleys adentrarem o posto Ipirangão, em Três Rios, e o ronco de seus motores foram silenciados, os integrantes da Expedição Alasca foram cercados e aplaudidos por mais de cem motociclistas, demonstrando o reconhecimento geral da grandiosidade do feito e a força e a heterogeneidade da irmandade. Uma lágrima deve ter brotado sob cada capacetes da Expedição frente ao início do que estava sendo uma Homenagem de Estrada, pois era forte a emoção.
Reunir tanto motociclistas e harleyros somente foi possível graças ao apoio de divulgação e presença de tantos amigos motociclistas e harleyros, como o PHD Balaciano/Rose, o PHD Gilberto/Dede, o Robertinho dos Harley Dogs MC e em especial a Diretoria do Harley Owners Group, na pessoa no PHD RRPF, que possibilitou maior brilho a homenagem com a esmagadora presença dos cromados de tantas Harleys.
Em poucos minutos, a Expedição Alasca era um trem imenso de muitas Harleys e outras motos, que tomava quilômetros de uma faixa da sinuosa estrada. Os carros deslumbrados pelo serpentear de tantas máquinas maravilhosas teimavam em não as ultrapassar. Capitaneados pelo PHD Enoch/Grace montado em sua “Norminha”, uma bela Ultra Red Hot Sunglo; seguiram pela Linha vermelha, Linha Amarela, Avenida das América e enfim; chegaram ao Bar Beco do Alemão, onde uma grande faixa dava as boas-vindas e mais umas dezenas Harleys já aguardavam no lugar.
As duas motos da Expedição estacionaram em local de destaque e a música Born To Be Wild, hino dos motociclistas estradeiros, na guitarra e voz do Kiko Band, encheu o ar. Abraços, apertos de mão, perguntas curiosas, entrevistas da imprensa envolveram os integrantes da Expedição Alasca. Vários convites de amigos para diversos eventos não puderam ser aceitos porque as roupas apropriadas já tinham sido despachadas para casa, a fim de aliviar a carga nas motos. Mas, a confraternização dos motociclistas rolou por toda a tarde.
Havia uma boa sintonia sobre o que estava acontecendo, porque, no convite a todos os motociclistas para a Homenagem de Estrada, além de ter sido divulgado os motivos óbvios que justificavam a homenagem a todos os integrantes da Expedição Alasca, foi citado que “esta é a primeira vez que o circuito Ushuaia-Alasca, ida e volta exclusivamente por estrada, está sendo realizado com uma Harley; a do PHD Chico. E a conclusão desta odisséia, irá possibilitar a admissão dos expedicionários na comunidade internacional dos Fazedores de Chuva, onde se fazem presentes todas as importantes marcas de motocicletas, até então, menos a Harley”.
No fim da tarde, para fechar com chave de ouro um dia especial - como alguns membros da Expedição iriam ficar hospedados em sua residência - o PHD Gilberto/Dedê surpreenderam o PHD Chico, o PHD Osmar e a PHD Terezinha, além dos Organizadores da Homenagem com um delicioso jantar, em sua cobertura batizada de “PHD Hall”, em homenagem à odisséia do Alasca.
E assim, farto de estrada, confraternização e emoções, com o corpo cansado e a alma bem maior, mas o coração cheio de saudades, termina mais um dia para cada integrante da Expedição Alasca.
Nessa oportunidade, fica a nossa gratidão a todos irmãos motociclistas e irmãos harleyros que apoiaram e engrandeceram com suas presenças a Homenagem de Estrada à Expedição Alasca. Nesta oportunidade, também é imprescindível agradecer o apoio irrestrito do Bar Beco do Alemão, nas pessoas de seus gerentes Joaquim e Jorge; além de seus garçons, na pessoa do Oliveira, que tem nos suportado todas as noites de quarta-feira, chova ou faça sol, além de nos possibilitar a realização desta homenagem.
PHD Artur Albuquerque
Mobile: 55 21 81110461
55 21 78667937
ID 55*10*38391
Rio de Janeiro, Brasil
América do Sul
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01 NOV


157 Belo Horizonte, MG (BRA): 27.51 km
Segunda-feira tranqüila em Belo Horizonte. Enquanto aguardamos pela conclusão dos trabalhos de revisão em nossas Harleys, à cargo do competente Bruno & equipe, aproveitamos o tempo vago para colocar em dia nossas rotinas. Afinal, hoje é o 157º dia de viagem. Mais de cinco meses, mas parece que foi ontem, quando acordei naquela madrugada de sábado, 29 de maio, para dar início a essa jornada. O tempo passa muito rápido, principalmente quando fazemos o que gostamos. Portanto, precisamos nos dedicar mais a fazer o que gostamos, pois, caso contrário, corremos o risco de não fazer tudo o que queremos.
Voltando à realidade, uma chegadinha na oficina da Harley para ver como estão os trabalhos. A HD do Osmar está pronta, faltando somente o teste de rua. Foram trocados os discos de freio
dianteiros que estavam empenados, e os rolamentos que estavam danificados. Só para relembrar, o mecânico do “dealer” em Manágua já havia diagnosticado discos empenados, mas não os substituiu por não dispor em estoque. Recomendou São José, da Costa Rica. Lá, após
um teste, o mecânico disse que os freios estavam normais. A trepidação que eu sentia era normal do ABS. Hummmm!
Já a HD do Chico passou por um check-up geral, afinal foram tantas cagadas na harley dele que merecem um capitulo a parte no final desta expedição.
Queremos deixar aqui registrado nossos mais sinceros agradecimentos ao Bruno, chefe dos mecânicos da Harley em Belo Horizonte, pelo empenho, dedicação, profissionalismo e competência com que nos atenderam, e não mediram esforços para entregar nossas Harleys
“zeradas”, estendendo sua jornada de trabalho noite adentro. Muito obrigado, amigos.
E para finalizar nosso dia, e marcar indelevelmente nossa passagem por Belo Horizonte, e dentro das mais calorosas tradições mineiras de hospitalidade, cortesia, camaradagem, companheirismo e amizade, uma recepção no salão de festas do Apartamento do PHD Carlos Coliccini e sua Querida Jeanne, onde se fizeram presentes os motociclistas da cidade, de diversos grupos, os amigos cariocas, familiares.
Sugestão para aventureiros:
Inhotim: é um lugar em contínua transformação, onde a arte convive em relação única com a natureza. Situado em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (MG), Inhotim ocupa uma área de 97 ha de jardins botânicos com uma extensa coleção de espécies tropicais raras e um acervo artístico de relevância internacional. Inhotim é o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo. A área total do Jardim Botânico Inhotim, em constante crescimento, está distribuída em seus dois principais acervos: Reserva Natural, com 300 hectares de mata nativa conservada, e área de visitação, com 97 hectares de jardins de coleções botânicas e cinco lagos ornamentais que somam 3,5 hectares de área. Inaugurado em outubro de 2006, Inhotim é uma instituição comprometida com o desenvolvimento da comunidade onde está inserida. Sua coleção botânica e acervo de arte contemporânea são utilizados sistematicamente para projetos educativos e para a formação de profissionais de áreas ligadas à arte e ao meio
ambiente.
Macacos: localizado à somente 25 km de Belo Horizonte, o distrito de São Sebastião das Águas Claras, também conhecido como Macacos, é um vilarejo charmoso que atrai casais, esportistas, famílias e grupos de amigos que buscam diversão e tranqüilidade. Uma de suas primeiras construções é a igreja de São Sebastião, construída em 1718. São inúmeras as histórias que definem o nome Macacos para o vilarejo. Segundo Lívia Nicholls do departamento de turismo de Nova Lima, “os bandeirantes portugueses chamavam de “macacos” os contrabandistas de ouro que usavam as trilhas da região para contrabandear ouro, com isso a região ficou conhecida como região dos Macacos”.
31 OUT



156 Belo Horizonte, MG (BRA): 40.07 km
Domingo de eleições. Ao lado do hotel, um local de votação. E para lá fomos, cumprir nossa obrigação eleitoral: justificar o voto, pois estamos fora de nosso domicilio. Heloisa, mesária da seção nos atendeu e nos orientou sobre o procedimento. Muito simpática, interessou-se por nossa viagem, fez muitas perguntas, e pacientemente, ouviu muitas histórias e passagens interessantes.
Depois, uma visita à Feira Dominical de Artesanatos. Tem de tudo, como convém à uma boa feira. Barracas vendendo comidas, roupas, artesanias diversas e... uma baiana fazendo acarajé. Era tudo o que queríamos. Fotos, filmetes, muito papo, e muita animação enquanto saboreávamos a iguaria.
Em 1969, foi criada a Feira Hippie, em Belo Horizonte. Ainda então na Praça da Liberdade, a feira servia para que os artistas ("hippies", afinal, quase todo mundo era naquela época) vendessem os seus artesanatos. Embora muitos ainda a chamem assim, o lugar recebeu o nome "oficial"de: Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena. Esse nome veio em 1991, quando a praça não tinha mais capacidade para abrigar tantas barracas e o novo endereço passou a ser a Avenida Afonso Pena. Acontece sempre aos domingos, das 6 às 14 horas.
Dali fomos direto para a casa do Comandante Edgard, onde sua querida Cida nos preparou um autêntico e mineiríssimo almoço.
E completando nosso domingo, aniversário do Capitão Senra (comemorado com um pouco de atraso), quando ele e sua querida Geralda reuniram amigos para um jantar (como se come nessa terra!) no Galpão. Muitos membros do Grupo Águias de Aço, do grupo VMD, da Polícia do Exército, amigos e familiares presentes. E cariocas: PHDs Artur e querida Claudia, Balaciano e querida Rose, Cézar e Drago, vieram do Rio de Janeiro especialmente para a festa e para nos acompanhar até sua cidade.
Ponto alto foi a fala do Capitão. Citou a nossa presença, a nossa viagem, elogiou o nosso feito. Disse que atrasou a comemoração do aniversário, exatamente para coincidir com a nossa volta, o que muito nos honrou e envaideceu. Afinal receber um elogio daquele que é um dos mais experientes harleyros do Brasil, nos encheu o peito de orgulho.
A reunião foi também para comemorar o aniversário de sua neta Tatiane. O cardápio foi elaborado pelo seu genro Albino.
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30 OUT


155 Belo Horizonte, MG (BRA)
Sábado de folga em Belo Horizonte. Programa obrigatório para os harlistas, é uma passada pela loja HD, para rever os amigos, ouvir e contar histórias, mostrar aquele novo acessório recentemente instalado.
Terezinha não está bem. Sente fortes dores na coluna, conseqüência de uma pancada sofrida ontem, numa lombada na saída de Montes Claros. A PHD Jackie a leva para o Hospital Madre Tereza, onde é atendida por ortopedista na emergência. Atendimento rápido e cortez. Radiografia nada acusa. É medicada e liberada, mas deve ficar em repouso o dia todo. Osmar acompanha.
Enquanto isso, nossas Harleys na oficina aos cuidados do mestre Bruno. Na do Chico, é detectado um festival de “cagadas” feitas em oficinas anteriores. Só para exemplificar, na caixa da primária foram encontrados três e meio litros de óleo, quando deveria ter somente um. Na do Osmar, discos de freio dianteiros empenados. Garantia não cobre. Hummmm! Voltamos ao Brasil....
Belo Horizonte já foi indicada pelo Population Crisis Commitee, da ONU, como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina e a 45ª entre as 100 melhores cidades do mundo. A cidade tem o quarto maior PIB entre os municípios brasileiros. Uma evidência do desenvolvimento da cidade nos últimos tempos é o ranking da revista América Economía, no qual Belo Horizonte aparece como uma das 10 melhores cidades para fazer negócios da América Latina em 2009, a segunda do Brasil, e à frente de cidades como Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba.
E continuando nossa visita, e dentro das melhores tradições mineiras, não poderíamos deixar de almoçar a mais autêntica comida mineira. Almoço no restaurante Panela de Pedra, em Confins.
Impressionante a grande quantidade de comida oferecida, em três enormes fogões à lenha. Presença maciça dos PHDs de Belo Horizonte, ávidos para saberem curiosidades sobre a viagem, roteiros, estradas, aduanas, e também sobre o funcionamento da montadora em Manaus.
No caminho, passamos pela Cidade Administrativa, onde o governo estadual concentra a maioria das repartições públicas da capital.
Esse é o segundo centro administrativo projetado pelo grande Oscar Niemeyer. O primeiro, todos sabem, foi em Brasília. O de Belo horizonte, permitiu que cerca de 16 mil servidores públicos, até então distribuídos em 53 endereços de BH, fossem transferidos para um só lugar: o centro administrativo Presidente Tancredo Neves. A economia projetada para tal, é de 92 milhões de reais por ano. O custo da obra foi de cerca de R$ 1,2 Bilhão, encomendada pelo governador Aécio Neves à Niemeyer.
O novo espaço tem três edifícios: o Palácio Governamental, com quatro pavimentos de 26 metros de largura a 147 metros do chão, o maior vão livre suspenso do mundo, e dois grandes blocos curvos com 200 metros de comprimento e 15 andares, onde ficarão as secretarias.
Dois lagos e estacionamentos completam a área de 804 mil m², quase três estádios do Maracanã. A cidade tem, ainda, um auditório de quatro mil m² e capacidade para 490 pessoas, além de um centro de convivência circular com restaurantes, lanchonetes, correios, bancos e lojas.
