Onde estamos
03 SET
098 PHD Chico - Cody, WY (USA) à Rapid City, SD
texto
02 SET


097 PHD Osmar - New Philadelphia, OH (USA) à Maysville, TN (USA): 467.67 km
Hoje mudamos de direção. Contatamos com o PHD Chico e combinamos nosso encontro em Knoxville, no Tennessee, para continuar a viagem de volta ao Brasil. Então, toca para o sul!
Logo cedo, nos deparamos com uma cena inusitada. Numa cidade chamada Berlin, usos e costumes diferentes. Pessoas vestidas à moda antiga, usando carroças e charretes, pareciam fazer o seu trabalho normal, do dia a dia. A localidade é habitada pelos Amish. São pessoas que levam uma vida bastante simples, usam roupas simples, e relutam em adotar as conveniências da vida moderna, como o automóvel, a televisão, o telefone. Lá não tem MacDonald´s.
Os amish preferem viver afastados do restante da sociedade. Eles não prestam serviços militares, não pagam a Segurança Social e não aceitam qualquer forma de assistência do governo. Muitos evitam até mesmo fazer seguro de vida. A maioria fala um dialeto alemão conhecido como "Alemão da Pensilvânia". O filme "A Testemunha", com o ator Harrison Ford, mostra o modo de vida dos amish nos Estados Unidos. Homens usando ternos e chapéus pretos e mulheres com a cabeça coberta por um capuz branco e com um vestido preto. A comunidade Amish considerou muito liberal a imagem que se fez deles. Os amish não gostam de ser fotografados. Interpretam que, de acordo com a Bíblia, um cristão não deve manter sua própria imagem gravada.
Ao final da tarde, cruzamos a ponte sobre o rio Ohio, e entramos no Kentucky. Estamos em Maysville.
Nestes dias de viagem por estradas do interior dos Estados Unidos, dois fatos nos têm chamado atenção, além da beleza das paisagens:
- na maioria das casas, simples ou sofisticadas, Bandeira Nacional hasteada.
- mesmo nas menores cidades, as escolas são enormes, prédios novos, amplos pátios, estacionamentos lotados, grande movimento de ônibus escolares (aqueles amarelos, cheios de luzes).
Me parece que nesse país, efetivamente se dá muito valor ao civismo, ao patriotismo, e à educação.
02 SET



097 PHD Chico - Red Lodge, MT (USA) à Cody, WY (USA): 340.81 km
Hoje acordei cedo. Aproveitei e fui trabalhar um pouco no computador. No hotel em que eu estava tinha pelo menos umas 10 motos de várias marcas. Olhava a hora e não escutava ronco de motocicletas; afinal, o que está havendo ? Já são quase 8:00h e nada; resolvi investigar, e encontrei a explicação. Esperava o trovão das Harleys em vão, pois elas já tinham partido.
Tomei café e 9:00h estava partindo. Já na saída da cidade uma placa com duas luzes vermelhas piscando, escrito "Road Closed". Me passou pela cabeça que a estrada estava fechada, mas eu queria passar por ela, pois ontem ela já tinha me feito voltar.
Sozinho, nenhum carro, nenhuma moto. Comecei a ficar preocupado. Já num mirador, vi um caminhão "limpa neve" descendo e aí a dúvida me assaltou. Na divisa uma fila enorme de carros e os meus companheiros silenciosos ali, já acenando para colocar a Harley junto à eles. Me apresentaram ao grupo grande que ali estava. Contei dos 150 dias, dos 55.000 km, tudo com o meu "mimiquês". Aí me perguntaram: "hablas espanhol ?" Era um mexicano... "hablo señor". Aí a conversa fluiu, até que um americano perguntou ao mexicano: "ele não fala inglês, só espanhol ?". E esse prontamente respondeu: "não, ele não fala o inglês e muito menos espanhol direito, mas eu o entendo". Puxa, que porrada já de manhã cedo. Fui gentil, distribuímos adesivos da expedição, nisso aparece o "Snow Removal Truck", avisando que a estrada abrirá em "one hour".
Fiz vídeos, fotos e a preocupação era geral no meio motociclístico. Afinal, as estradas estavam em certos pontos vidrificadas. A estrada abriu, e nisso os meus dois amigos sugeriram que os carros fossem na frente. Pelo menos formaria uma trilha, coisa que não concordei, mas não me expressei, pois aprendi que quando você amassa a neve, ela se compacta e fica ainda mais difícil a passagem.
Entramos no comboio e a sensação era, a princípio, de medo. Estava pilotando de mão trocada, pois com a esquerda filmava, fotografava e editava os vídeos. A visão foi uma das mais belas que já tive. A sensação de impotência, de medo de derrapar, mas em determinado momento pensei: se cair, faz parte da história. Não vou me preocupar, vou sim registrar esses momentos para a eternidade.
À medida que íamos descendo, ia melhorando a pista e o verde tomava conta. Chegamos em Cooke City. Abasteci e parti para conhecer o Zé Colméia e o Catatau, que me esperavam no Yellowstone Park. A cada quilômetro, a beleza aflorava aos olhos. Logo à frente, um volume
enorme de carros, e pensei: a pista está trancada novamente, já que todos paravam e corriam. Fui na onda e parei e corri também. "Uat, uat ?". Um senhor gentilmente me disse: "são Bears, Ursos, não bear". Eu os avistei, e já taquei pra ele: "são pequenos". Bom, deixa pra lá. Fui fotografá-los, filmá-los. Uma coisa é certa; não era o Zé Colméia, mas provavelmente era a esposa dele, pois ali estavam 3 lindos "Catatauzinhos". Nisso, no meu lado um senhor com uma tremenda máquina. Olhei pra ele e tasquei no meu melhor inglês: "uat bear". Ele me apontou a sua possante máquina e disse: "look bears" Ali vi a mãe e três filhotinhos comendo, soltos e livres. Com este senhor, combinamos em inglês (ou algo parecido com isso) que ele irá me enviar pelo correio uma imagem dos Bears para que eu possa mostrar à vocês e também assim provar que o meu inglês melhorou muito de ontem pra hoje. Mais à frente, os Geisers, fumegantes e explosivos. Um cheiro enorme de enxofre, já que esses expelem geralmente sais carbonáceos e o próprio enxofre. Várias fotos, e seguimos o rumo de Cody, a terra do Buffalo Bill.
Cidade linda, cheia de atrativos regionais, cavalos, fazendas à moda antiga. Fizeram uma represa entre os desfiladeiros, que formou um lago divino. Chamam-na de Represa da conta do Búffalo. No centro da cidade, tudo é em função de Buffalo Bill. Cody daqui, Cody pra lá, peguei o endereço da Harley e fui até lá. Estacionei a Harley quando o rapaz dentro da loja estava virando a placa de open para close. Bati na porta, mas foi em vão. Americano, quando "deu a
hora", ele para até de vender, e te manda vir amanhã. Nisso olho para frente, uma rua fechada e muita gente sentada. Atravessei e fui assistir em frente ao Restaurant & Saloon BUFFALO BILL'S IRMA HOTEL, uma linda apresentação: "Witnesses to a gunfight in the Strret - CODY GUNFIGHTERS 2010". Era tiro pra todo lado, muita sátira, o povo rindo e se divertindo. Eu ria também, afinal endendia os trejeitos, mas não o texto. Como todo evento americano, foi cantado o hino nacional, e educadamente me fiz presente na postura correta. Não por acaso, Cody é conhecida como a capital mundial do Rodeio. O Irma Hotel é um dos lugares mais nostálgicos em Wyoming. O hotel foi construído por Bill Cody para sua filha, e todo ambiente é
autêntico. A alimentação corresponde à ambientação.
Foi um dia gratificante. Cruzamos as montanhas geladas fora de época, passamos com a Harley pela neve, conheci a família do Zé Colméia, assisti uma apresentação em homenagem à Buffalo Bill, minha Realidade (esposa) está melhorando, e em 2 ou 3 dias me encontro com o PHD Osmar e Terezinha. Esses, gentilmente foram explorar a costa leste dos EUA e do Canadá, dando tempo assim para eu retornar. Para vocês que estão viajando na garupa, hoje passamos frio, calor e muita alegria. Até amanhã.
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01 SET



096 PHD Chico - Billings, MT (USA) à Red Lodge, MT (USA): 188.61 km
- Chico, acorda ! Tens que iniciar o retorno à sua casa, era a voz da consciência. Mas está chovendo, acho que vou ficar na cama mais um pouco. Xô preguiça, pula da cama seu malandro. Afinal, depois de passar bons dias em casa com a realidade (esposa), voltaste ao teu
sonho. Não era sonho, e chovia muito. As coisas ainda desarrumadas, precisava encilhar a moto, e tudo mais que ocorre quando você acaba perdendo o "time" das coisas. Levei uma Harley de bagagem embora, e parece que agora tinha mais duas.
Ontem tínhamos ido eu e a Karole, esposa do PHD Magnus, pegar a Harley à tarde na concessionária da HD em Billings, MT, outra bela fatura para mim. À noite, na garagem da casa, o PHD Magnus observou que um cabo junto ao motor estava solto. Então, tinha eu que dar um
pulo na loja novamente. Já fiquei P da vida, pois não sairia cedo, afinal a loja abre somente às 9:00h.
Acabei saindo 9:30h, e até que foi bom. Deu tempo da chuva se tranformar em chuvisco. Na loja da Harley chamam o mecânico, ele analisa, chama mais outro mecânico, os dois analisam, o mecânico diz: "não sei de onde é este cabo", e o outro responde: "pode ir tranquilo, que está tudo certo". Imagina, ao menos foi o que eu entendi, com eles falando inglês e eu no "mimiquês".
Destino: Red Lodge, 2500 habitantes, cidade portão de entrada para o Parque Yellowstone. Aliás, além do Zé Colméia, citado ontem, O gêiser mais famoso do mundo, denominado Old Faithful, encontra-se neste parque também. O sol tímido mostrava a cara, e o frio aumentava. Quando me aproximei da cidade não acreditei; que cidade linda, bandeiras e flores por todos os lados. Fui até o final e voltei novamente, afinal valia realmente a pena fotografá-la.
Passando na frente de uma loja de artigos para motocicletas, parei e entrei, e já fui tascando: AI donte espic inglix, e sorri. O senhor correspondeu, e retribuiu com outro sorriso. Convidei com
meu "mimiquês" para que ele fosse ver a minha moto. Mostrei a bandeira dos EUA que estava se partindo na parte do mastro, e assim iria perdê-la. Continuando na minha "língua", mostrei com gestos que queria segurá-la, costurá-la. Prontamente ele entendeu, e se pôs a pensar onde que teria uma costureira para remendar a bandeira. O homem andava de um lado para o outro, e de repente....
Bingo.. Correu até o seu carro, ao lado da loja, e trouxe uma bandeira da Harley com mastro e tudo, e deu para mim. Não tive dúvida, disse para ele: 1 dólar.. Ele espantado, puxou de 1 dólar e me deu. Devolvi, e pedi que trocasse a bandeira pra mim. Ao final da troca, perguntei: háumatch ? Ele respondeu que não era nada.
Abri então o alforje, e lhe dei uma camiseta da Expedição Alasca com direito até a adesivos.
O homem foi à loucura... Me levou pra dentro da loja, e ordenou que eu escolhesse a camiseta ou artigo que quisesse. Novamente lhe devolvi a bola, e com mímicas quis "falar" algo como: por favor, você escolhe pra mim ok ?. Pois bem, ele pelo visto entendeu, e pegou uma camiseta de manga comprida, e depois uma de manga curta.
Depois mais alguns pins e outros "badulaques", que prontamente acomodou junto com as camisas em uma bolsa e me entregou. Novamente, questionei: háumatch ? Mas, o cara feliz da vida, me disse que era uma honra para ele ter a camiseta de um brasileiro na parede (tá, tá. ao menos, eu acho que foi isso que ele disse. rsss). Minha gratidão não resistiu à tanta gentileza, e busquei na Harley um DVD do nosso encontro e falei, dessa vez caprichando bastante.. rss: tiz a biutifuld encuentro de Harley in brazil (sacaram o detalhe ? uma meticulosa junção de espanhol, portunhol, inglês e mimiquês).
Balanço final ? Saí feliz da vida, pensando comigo mesmo: Um belo dia de sol, e acabei de realizar algo inusitado: saí de uma loja aqui na América com duas camisetas, pins, adesivos, bandeira, e não gastei um tostão sequer. Como diz o PHD Macgyver, os americanos só
dão duas coisas: bom dia, e copos de água, quantos vocês quiserem...
E lá estava eu.. Sorrindo sozinho e feliz, com a bandeira americana ao lado da brasileira, vibrando pelo vento. Em frente vamos conhecer e subir a Beartooth Mountains. Não imaginava a
altura e a beleza dela. O frio aumentando, e na frente o céu escurecendo. A chuva também vinha chegando. Parei para colocar a capa, e nisso se aproxima um casal de moto, fazendo meia volta, sem dizer nada, e voltando pelo mesmo caminho de onde veio. Coloquei a capa e enfrentei as curvas, a chuva misturada com sol, e a temperatura baixando. Fui conferir, zero grau: aí veio na cabeça o sonho do PHD Osmar, de ser lambido pela neve. Realmente, a neve era linda. E, baixando a temperatura. Olhei no GPS, 3380 msnm. Nisso surge à minha frente um motociclista e diz que não dá para passar. Fiquei assim sem saber o que fazer. Em seguida vários carros, todos sujos de gelo no rodado e na carroceria, também dizendo que é impossível passar. Com o frio, a chuva e a temperatura baixando ainda mais, resolvemos os dois voltar. Já aqui em baixo em Billings, passou por nós um carro com uma tremenda pá na frente para abrir a estrada. Ele é chamado por aqui de snow removal truck. Já o equipamento que particulares podem instalar em seus veículos, com o mesmo objetivo, é o snowplow. Em bom português, trata-se de um "limpa-neve". Nada mais é do que uma lâmina que empurra a neve para o lado ou para frente. Já estávamos aqui em baixo, e assim resolvi ficar por aqui mesmo.
Foi legal... Fui numa pizzaria e conversei com um rapaz americano e seu dois avós que vivem no Canadá. Ele usando um notebook, e eu com o meu iPad, usando o translate.
Meu primeiro dia de vôo solo por terras estadunienses já aumentou a minha bagagem de carinho, de amizade, de roupas. Se continuar assim, vou chegar novamente com duas Harley de presentes. Fiz uns vídeos durante estes episódios, se alguém duvidar de algo, está aí registrado.
Vídeos
01 SET


096 PHD Osmar - Ligonier, PA (USA) à New Philadelphia, OH (USA): 273.13 km
Continuando nosso roteiro em direção ao oeste, para encontrar com o PHD Chico, passamos por Pittsburgh, conhecida como a Cidade do Aço. Também pudera. Gigantescas siderúrgicas são vistas por todos os lados.
Por causa das siderúrgicas instaladas na região - altamente poluidoras - Pittsburgh também foi cognomeada por alguns como "Cidade Enfumaçada". Porém, a maior parte das siderúrgicas - que passaram a enfrentar a concorrência cada vez maior de siderúrgicas estrangeiras - fecharam ou saíram da cidade. Em seu lugar, vieram indústrias de alta tecnologia, especialmente biotecnologia e robóticas, levando Pittsburgh a ser cognomeada pela Wall Street Journal como Roboburgh. Pittsburgh é uma das maiores produtoras de equipamentos robóticos do mundo, fora do Japão.
De quebra, ainda rodamos boa parte da viagem numa belíssima “Scenic Route” entre East Liverpool e New Philadelphia/Dover (estas duas cidades são praticamente juntas), onde mais uma vez pudemos observar extensas fazendas de criação de gado, e de plantação de soja, localizadas nas margens da estrada. As casas à beira da estrada, nessas rotas, são muito bem conservadas, rodeadas de grandes extensões de grama verdinha muito bem cuidada, e floridos jardins.
É muito agradável viajar por elas.
31 AGO



095 Gettysburg, PA (USA) à Ligonier, PA (USA): 212.32 km
Continuando nosso tour pela história desse país, visitamos o forte Ligonier, na cidade do mesmo nome, na Pennsylvania.
Esse forte foi fundado em 1758 durante o conflito que se chamou “Guerra dos Sete Anos” e é preservado intacto até hoje, em todos os seus detalhes.
No local, fomos recebidos por Jeffrey W. Graham, Capitão do Royal American Regiment, que pacientemente nos explicou detalhes do funcionamento do forte: estratégias de defesa, logística, localização.
TOP 5)
Quinto e último episódio:
Santa omelete, Batman !
Estávamos em Quito, no Equador, e fomos visitar o Museu da Mitad Del Mundo. Muitas fotos, registros, diplomas, afinal, com muita emoção, tínhamos vencido mais uma etapa e saímos felizes. Nosso guia PHD Vinny Biker resolveu nos mostrar mais um museu que tinha um pouco mais ao lado, e qual a nossa surpresa ao constatarmos que ali eles questionavam o verdadeiro ponto da "metade do mundo" ?
Sim, isso mesmo. Este museu se chama Inti Nan. Então, ficamos agora com duas metades do mundo. Afinal, como eles tinham determinado o primeiro monumento como local correto ? Enfim, foram muitos questionamentos que quase chegaram a causar confusão entre nós expedicionários e o guia que resolveu tentar provar que eles lá é que estavam certo.
Um dos argumentos furados, é o de que ali você conseguia colocar um ovo em pé. Bem, independente da briga pelos direitos de ser o ponto "legítimo" que represente a latitude e longitude zero, a questão mais importante é que conseguimos sim por o bendito ovo em pé.
Primeiramente o PHD Osmar, em espantosos 4 segundos. Depois, o PHD Chico, com alguma dificuldade, também o fez.
Lançado o desafio: Tente você aí em sua casa, colocar um ovo em pé.
Vídeos
30 AGO

094 York, PA (USA) à Gettysburg, PA (USA): 89,36 km
Hoje andamos na linha. Na linha de produção das motocicletas Harley-Davidson, na fábrica em York, Pennsylvania, onde são fabricadas as Electras e os triciclos.
Fomos recebidos e conduzidos na visita, por Larry, um simpático senhor, com mais de quarenta anos de serviços dedicados à marca. Sabe tudo de Harley. E pela maneira como ele conduziu nossa visita, percebe-se claramente tratar-se de um grande entusiasta.
Às vezes precisava pedir para ele não correr tanto, digo, falar tão rápido, porque não queria perder nenhum detalhe, e meu inglês...
Aqui as motos são fabricadas e montadas. Vimos, por exemplo, uma barra de ferro ser transformada em um pezinho para descanso da moto. Vimos uma chapa, digo, duas chapas, serem transformadas em um tanque. Outra chapa em um paralamas. Vimos o início de uma linha de montagem, quando o quadro recebe o motor e prossegue pendurado na esteira, recebendo partes e peças aplicadas por mãos ágeis e precisas. Até que, finalmente, duas horas depois lá está ela. Prontinha e acabada, para fazer a felicidade de mais um Harleyro.
Em 6 de Março de 1987, o helicóptero presidencial pousou na pista de teste da fábrica de York. Após conhecer as instalações da fábrica, o presidente Reagan deu a partida em uma Sportster
comemorativa de 30 anos. E com um grande discurso sobre a Harley, a esplendorosa visita do grande presidente Ronald Reagan teve seu desfecho.
À tarde fomos para Gettysburg, pequena cidade à oeste de York, onde em julho de 1863, aconteceu uma das mais sangrentas batalhas da Guerra Civil Americana, com 51.000 baixas. Foi o ponto culminante da segunda invasão do norte pelo exército confederado do general
Robert E. Lee.
A cidade é pura história, e é invadida diariamente, por milhares de turistas ávidos em conhecer os detalhes daquela guerra. A visita ao campo de batalha é a principal atração. Está à
disposição dos turistas o “Autotur”. Com um mapa e um folheto explicativo (disponível em espanhol), é possível percorrer o campo de batalha no próprio carro, digo, na própria moto. Basta seguir as placas indicativas. A rota contempla os três dias de batalha, em ordem cronológica. São 24 milhas de muita história, relatos, e monumentos em homenagem aos que tombaram.
TOP 5)
Quarto Episódio:
Zé Colméia e Catatau de mudança ?
O nosso causo se refere ao Parque Yellowstone, que visitaremos amanhã, onde realmente vive o Zé Colméia.
Fazíamos um passeio pela Califórnia com amigos de Blumenau, liderados pela Harleytours. Estávamos em Fresno, e resolvemos comentar sobre a nossa visita ao Parque Yosemite. O PHD Beber, se esmerou em produzir um belo texto sobre esse parque, que recebe a visita de cerca de três milhões de visitantes por ano, grande parte somente para ver o vale de Yosemite. Mas, no parque existem muitas outras atrações, pois é reconhecido internacionalmente pelos seus
espetaculares desfiladeiros de granito, cascatas, arroios claros, bosques de sequóias gigantes e grande biodiversidade, que lhe valeram a designação de Património Mundial em 1984.
Bem, detalhes "técnicos" do Parque à parte, depois de ler o texto tão bem escrito em voz alta para o PHD Chico, esse não teve dúvidas e soltou uma preciosa pérola: "tá maravilhoso, mas coloca aí que vamos visitar o Zé Colméia e o Catatau; podemos não vê-los, mas com certeza vamos achar o Guarda Belo no parque".
Assim foi feito. No outro dia pela manhã, assim que abrimos o computador, janelinha do skype piscando, e a esposa de um PHD lá de Campo Grande, alertando, com grande bom humor:
- Vocês são um barato. Quando lemos o texto que vocês escreveram, o meu filho Nicholas se rolava de rir e ainda comentou conosco: "esses caras tão de gozação né mãe? O Zé Colméia e o Catatau são do Yellowstone, e o Guarda Belo faz parte da turma do Manda Chuva, misturaram todos os desenhos".
Com toda essa sabedoria infantil, restou-nos tirar imediatamente o texto do site, tamanha a vergonha...
29 AGO


093 Bennington, VT (USA) à York, PA (USA): 565.18 km
TOP 5)
Terceiro Episódio:
Pacho Villa ganhou uma Indian de presente
1916-1918 - Nessa altura os modelos da Harley-Davidson já tinham provado seu valor militar durante as questões fronteiriças com Pancho Villa. Quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, não foram só os americanos a serem convocados. As motos Harley-Davidson também não se escaparam. Antes do final da guerra participaram cerca de 20.000 motos.
O Exército americano usou suas Harleys para tentar capturá-lo. Tentar.... Quando viu-se que esse era incapaz de pegar o "bandido" mexicano Pancho Villa, também as cidades fronteiriças pediram Harleys para ajudar a rastrear seu paradeiro e tentar pegá-lo.
Pancho Villa tornou-se o primeiro inimigo dos Estados Unidos a ser caçado implacavelmente no exterior. Tratou-se da maior operação militar que os americanos fizeram desde o fim da guerra contra Espanha em 1898.
Naquela época, além de sua história como revolucionário, Villa havia sido conhecido também como o primeiro mexicano em toda a história a invadir os Estados Unidos.
Era a tarde do dia 20 de julho de 1923, quando Pancho Villa morreu no seu automóvel, atingido por 47 balas de pistola quando se dirigia a uma festa familiar. Havia sido vítima de uma emboscada organizada pela polícia secreta e pelos pistoleiros a soldo de familiares de antigas vítimas de Villa.
Parral
Qual a minha surpresa ao visitar o museu de Pancho Villa em Parral, quando nas paredes encontrei a fotografia dele com uma Indian.
Conforme citamos acima, contam as histórias que, como não conseguiam pegar Pancho Villa de forma alguma, pediram a compra de várias Motocicletas Harley-Davidson para ajudar a rastreá-lo, e assim, capturá-lo.
Em La Sinforosa, onde Pancho se escondia, era impossível o uso de motocicletas. Falando sobre La Sinforosa, lá também se realiza a Super Maratona de 100 km, que geralmente é vencida por algumrepresentante da tribo dos Tarahumaras. Esses, correm de sandálias feitas com tiras de borracha de pneu, e abastecem-se durante a corrida com uma garrafinha de água, e com farinha misturada com açucar. Já houve morte até, em edições anteriores destas ultra-ma, de atletas que não suportaram a dureza da prova. E, era lá, onde esses bravos (ou loucos ?) competidores desafiam seus limites, que outro bravo (Pancho Villa), se escondia.
Nesta cidade Parral, Pancho declarou uma célebre frase: "Parral me gusta hasta para morir..."
Pedido feito, pedido realizado: Pancho Villa foi assasinado em Parral.
Bem, pra fechar o "causo"de hoje, podemos dizer que fomos pegos de surpresa, ao descobrir que ao invés de "Harleyro", Villa era sim um "Indianeiro"..
28 AGO


092 North Conway, NH (USA) à Bennington, VT (USA): 385.78 km
Blumenau...
Hoje contente e alegre levei a realidade (Rose) para almoçar no Shopping. Estávamos na agência de câmbio quando dois casais me questionaram se eu era PHD. Respondi orgulhoso, sim sou PHD, e o seu nome?
"PHD CHico, entao é você que está passeando com o meu pai? Volta lá pra trazê-lo de volta; seu netos estão com muita saudade".
É meus amigos... A vida nos reserva surpresas memoráveis...
PHD Osmar e Terezinha, levarei na bagagem vários beijos dos seu netos, seu filho e sua nora, e a promessa de voltarmos sãos e
salvos.
Billings...
A família do PHD Magnus agora aguarda o PHD Chico na próxima terça-feira, 31/08.
Bennington...
Em North Conway fizemos pelo menos dois grandes amigos. Um deles foi o Marcos, brasileiro que mora e trabalha nos Estados Unidos. Nos encontramos no hotel,em um longo papo para matar as saudades da pátria amada. Ele nos acompanha até o dealer - WHITE MOUNTAIN HARLEY - e nos presta um grande favor, servindo de intérprete nas conversas com o mecânico que fará a revisão na Harley.
Na oficina somos recebidos pelo chefe Alfred Snow e equipe. Gente do mais alto gabarito e seriedade no que fazem. Na hora exata agendada, iniciam o trabalho. Em duas horinhas, estou pronto para partir.
Com uma economia impulsionada pelo turismo local, North Conway recebe turistas de todas as partes dos Estados Unidos e Canadá, além de turistas de outras partes do mundo.
Os setores de hotelaria e gastronomia oferecem oportunidades de trabalho para diversos estudantes de cursos superiores do mundo. No inverno de North Conway são os estudantes da América do Sul que povoam as ruas da cidade.
Nos despedimos dos amigos, e vamos em frente. Nosso destino agora é York, na Pennsylvania, onde, por sugestão do nosso amigo PHD Magnus, de Billings, faremos um tour pela fábrica da Harley naquela cidade, na próxima segunda-feira.
York tem uma certa relação com Petrópolis, no Rio de Janeiro. Isso porque em 1940, quatro bondes elétricos vindos de lá chegaram na cidade carioca. Três carros “Master-Unit” construídos pela Brill, e um “Electromobile” montado pela Osgood-Bradley.
Hoje vamos pernoitar em Bennington, no Vermont. Cidade pequena, mas como todas, muito bem arrumadinha, limpa, casas com jardins, e gente pacata. Acho que é muito bom viver por aqui.
Top 5)
Prosseguindo com o que antecipamos ontem, segue hoje o segundo capítulo do nosso "TOP 5", com cinco momentos marcantes da expedição e que ainda não tinham sido relatados.
Segundo Episódio:
Protegendo a polícia !
Estávamos chegando em Pasto, na Colômbia. Falando em Colômbia, já é sinônimo de preocupação, por tudo que se ouve falar. E, não é à toa, já que até as rádios falam o dia todo sobre "farc's" e ações militares. Que dirá nesse dia, quando as Forças Armadas da Colômbia resgataram um terceiro refém das FARC.
Nossa entrada nesta cidade aconteceu à noite, e estávamos à procura de um hotel quando avistamos uma viatura da polícia local.
Não tivemos dúvidas e fomos ao encontro deles. Solicitamos uma sugestão de hospedagem, e esses foram gentis, já que prontamente nos indicaram um hotel, e para nossa segurança e surpresa, resolveram nos "comboiar".
Paramos em frente ao hotel e a viatura com as luzes girando atrás de nós. Ato seguinte, a população cerca as motos, a viatura, e começa a gritar: "no moleste los turistas, no moleste".
Para nossa surpresa, sentimos o carinho dos locais tentando ajudar-nos, pensando que a polícia estava nos punindo, ou coibindo de algo. Rapidamente tentamos reparar o mal entendido, explicando à eles no nosso modesto "portunhol" que estavam sim nos ajudando.
Mais tarde, um policial agradecido procurou-nos no hotel e recebeu uma camiseta da Expedição Alasca.
27 AGO


091 Rumford Twn, ME (USA) à North Conway, NH (USA): 157.78 km
O tac-tac provocado pelas rodas de um trem é para mim, o melhor sonífero. Durmo como uma pedra quando estou viajando num trem. Chego a sonhar. Mas hoje, enquanto viajávamos (na verdade, um pequeno passeio de uma hora) num confortável vagão do CONWAY SCENIC RAILROAD, e o sono não chegava, me deliciei lembrando do passeio que fizéramos pela manhã, ao topo do Monte Washington. Não é muito alto, quase dois mil metros, e a gente vai até lá em cima, de moto, por uma estradinha estreita, cheia de curvas, sem guard-rail, e com muita adrenalina.
O monte é famoso pelas suas condições atmosféricas muito perigosas, tendo o recorde de rajada de vento mais forte jamais medida na superfície da Terra, com 372 km/h na tarde de 12 de abril de 1934. O seu recorde de temperatura é de -45.6 °C, e o recorde de valor mais baixo para sensação térmica causada pelo vento é de -75.0 °C.
De repente, o asfalto acaba.
- Olha o loose gravel aí gente!
Lá de cima a paisagem é de tirar o fôlego, ainda mais que a intensa nuvem que encobria o topo do morro quando chegamos se dissipou, deixando à mostra 360 graus de puro verde.
Temos viajado sempre que possível pelas chamadas “scenic routes”, identificadas nos mapas do “Touring Handbook” por uma linha hachurada em verde. São estradas de pouco movimento de caminhões, muitas motos, automóveis e RV (traillers), que cortam por regiões de belas paisagens, pequenas cidades, e com velocidade limitada à 50 milhas por hora. Portanto, se está com pressa de chegar, não deve viajar nelas. Nem de moto. Vá de avião.
No início da tarde chegamos à North Conway. Fomos direto ao dealer HD e agendamos revisão dos 40 mil para amanhã.
Em Blumenau....
Hoje logo cedo, a realidade mandou-me um recado inusitado, inesperado, e comovente.
Saindo de mais um médico, a "Dona Rose" me disse: "Meu amor, marque sua passagem com urgência, pois quanto antes você for, antes você volta, meu amor...".
O sonho agradeceu, comovido demais. Acho que não preciso dizer mais nada. Tem coisas que só o amor explica.
Para marcar essa fase de transiçào, aguardando a retomada do sonho, iniciaremos hoje uma série de 5 episódios inéditos, um por dia, de coisas que aconteceram durante nosso percurso de ida até Prudhoe Bay.
Primeiro Episódio:
O ônibus da morte !
Estávamos indo de Antígua até Tapachula, no México. Uma rodovia que era de asfalto impecável, logo dá lugar à um trecho traiçoeiro, quando a rodovia corta uma região montanhosa.
A estrada até era boa, porém, com certeza não tinha sido lá muito bem projetada. Isso porque não havia assoreamento nas encostas, muitos desbarrancamentos, aterros de argila, e a água formava um verdadeiro atoleiro, de lama pura, onde não era possível imaginar o que havia de piso nessa região. Imaginem ter que passar com as Harleys por um trecho desses. Mas, esse seria o menor dos problemas. Como diz o título, um "demonio rojo", ou, um ônibus vermelho, como preferir, simplesmente arremeteu sobre nós, sem cerimônias. O PHD Chico, que seguia de Road Captain na ocasião, não teve dúvidas. Arremeteu a sua Harley para cima do querido motorista, que assustado acabou por encerrar sua incursão pra cima do nosso comboio...
Bem, vocês podem perguntar: mas por que um "TOP 5" ? A boa resposta:
o PHD Chico embarca na segunda próxima, chega na terça, e já na quarta, o sonho continuará. Logo, até lá são 5 dias, onde os capítulos inéditos ajudarão a montar um clima para a retomada das aventuras.
26 AGO

090 Saint-Apollinaire, QC (CAN) à Rumford Twn, ME (USA): 434.36 km
Saímos cedo de Saint-Apollinaire: é um município canadense da Municipalidade Regional do Condado Lotbinière. O município é atravessado pela rodovia Jean Lesage (20) de leste à oeste e pela Rota 273, de norte a sul. Em 2007, a cidade comemorou seu sesquicentenário.
Retornamos aos Estados Unidos, depois de uma agradável visita à cidade de Quebec, e à revenda Harley local.
Gente muito atenciosa, nos receberam com largo sorriso, fotos, lembranças e até algumas dicas sobre a língua francesa, na qual, aliás, já me considero quase fluente. Quase sei falar, quase sei escrever, quase consigo entender.
Visita aos principais pontos turísticos da cidade, principalmente ao castelo de Fairmont-Château Frontenac. Muito bonito e com vista maravilhosa do rio Saint Lawrence.
O hotel foi inaugurado em 1893 e comemorou seu centenário em 1993. O local onde o hotel foi construído abrigava a antiga sede de governo do Quebec. O hotel possui um total de 650 quartos e cerca de 77 metros de altura. O útlimo andar do edifício abriga um observatório, que oferece uma vista espetacular de muitos quilômetros do rio São Lourenço. Com seu telhado de cobre, o hotel é considerado o melhor da cidade, um dos mais prestigiosos do país.
Digno de nota foi nossa passagem pela aduana americana. Como o local é de pouco movimento, eles aproveitam para fazer muitas perguntas. Querem saber tudo sobre nós. Meu inglês é insuficiente para fazê-los entender que sou funcionário público federal aposentado, que não trabalho mais, e que gosto de viajar. De Harley. Conto do nosso projeto. Eles duvidam. Acho que não entendem meu inglês mímico. De repente, a salvação: um computador ligado na internet. Peço licença e acesso o site da expedição e mostro para eles a nossa localização dada pelo SPOT. Na mosca! A oficial que nos atendia aplaude. Vibra. OK! OK! OK! Vou mais além. Mostro algumas fotos. Oh! Aglomeração de todos os aduaneiros que páram seu trabalho para ver a tela do computador. Fila de carros querendo passar... Ninguém buzina. Ameaço sacar uma foto da cena, mas sou impedido.
- No pictures!
- OK! "Tais deixando de aparecer no site" pensei.
Agora estamos alojados em um simpático motel de beira de estrada (quase do tipo daquele do filme Psicose), na cidade de Rumford.
25 AGO



089 Kingston, ON (CAN) à Saint-Apollinaire, QC (CAN): 538.62 km
Hoje cedo saímos de Kingston, em Ontário, rumo à Saint-Apollinaire, QC.
Kingston está localizada às margens do Rio São Lourenço. A cidade possui uma população de 114 195 mil habitantes, distribuídos em 450,39 km² (1 906,82 km² em sua região metropolitana).
As principais fontes de renda da cidade são o turismo, a prestação de serviços educacionais,a indústria de manufatura e o militarismo. Sete das principais cadeias de segurança máxima do país estão na cidade. Kingston foi a primeira Capital do Canadá.
Kingston é o lugar de nascimento do cantor de rock Bryan Adams, um dos principais cantores internacionais dos anos 80 até nossos dias. A cantora Avril Lavigne, da cidade próxima de Napanee, começou sua carreira após ganhar fama cantando em uma feira de Kingston.
Estamos quase chegando à Québec, capital do Estado do mesmo nome, no Canadá. Faltam só uns 50 quilometrinhos. Conseguimos finalmente cruzar o Estado de Ontário. Parecia que nunca acabava! Mas por outro lado, nem sentimos o tempo passar, tal a beleza da estrada. O tempo todo viajando por entre jardins muito floridos que enfeitam as casas que margeiam a estrada, aqui conhecida com 1000 Islands Parkway.
Meu problema com a língua inglesa, agora, finalmente foi resolvido. Isto é, foi substituído por outro maior ainda: aqui só se fala francês! Muito estranho, neste país. Tem duas linguas oficiais, inglês e francês. No oeste, só se fala inglês. E aqui, só francês. E a sensação é de que por aqui, o pessoal faz questão de não entender inglês. Complicado!
Mas por outro lado, quanto a alimentação, não temos problemas. Temos várias opções: Tem a rede Tim Hortons para o breakfast, depois tem o Tim Hortons para o almoço, o TH para o lanche das 4, e prá variar, TH para o jantar. Loucura, loucura.
Os PHDs Osmar e Terezinha continuarão a conhecer os EUA e o Canadá no aguardo do reestabelecimento da Rose, dando assim ao Chico o tempo necessário para voltar com a sua Harley até o Brasil.
Aliás, falando no Chico, em Blumenau ele tem se deparado diariamente com o confronte entre Sonho x Realidade. O sonho da expedição, e a realidade do amor pela sua esposa, ainda com problemas de saúde. É claro que a realidade fala mais alto nesse momento, e nem teria como ser diferente.
Veja na seção de vídeos de hoje, um momento marcante, altamente emocionante, do encontro desse fim de semana em Blumenau.
Continuamos pedindo à todos que emanem boas energias para a Rose, para sua pronta e total recuperação.
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24 AGO


088 Niagara Falls, ON (CAN) à Kingston, ON (CAN): 423.86 km
Hoje pela manhã visitamos as Cataratas do Niágara. Muito bonitas, principalmente quando vistas do Canadá. Não cruzamos a fronteira. No lado canadense, a cidade tem muita estrutura para atender a grande quantidade de turistas que visita a região.
Cumprida essa etapa, tocamos em frente, agora margeando o lago Ontário. Passamos por muitas cidades interessantes: Hamilton, Toronto, Oshawa, Bellevile, e agora estamos em Kingston.
O Lago Ontário (inglês: Lake Ontario) é um dos cinco Grandes Lagos da América do Norte, o menor em extensão territorial, com 18 960 km². O Lago Ontário também é o lago mais oriental dos cinco Grandes Lagos.
Toronto é a maior cidade do Canadá, e a capital da província de Ontário. Situa-se na margem norte do Lago Ontário. A cidade de Toronto propriamente dita possui aproximadamente 2,5 milhões de habitantes, com 6,1 milhões de habitantes em sua região metropolitana. Toronto é o centro financeiro do Canadá, bem como um dos principais centros culturais e científicos. Também é o maior pólo industrial, financeiro e de telecomunicações do Canadá. É uma das cidades mais seguras do continente americano - sua taxa de criminalidade é menor do que qualquer grande cidade dos EUA, e uma das menores do Canadá.
Oshawa foi fundada em 1842, e incorporada em 8 de março de 1924. Embora comumente seja considerado parte da região metropolitana de Toronto, Oshawa é o centro de uma região metropolitana à parte de Toronto, que possui cerca de 297 mil habitantes.
Amanhã pretendemos continuar margeando o Rio St. Lawrence até Quebec, passando pela região conhecida por Mil Ilhas.
Estou tendo problemas com o SPOT. Hoje ele só marcou até Port Hope. Será que as pilhas já se esgotaram? Troquei faz pouco tempo, e tenho desligado ele à noite. Acho que está com dor de barriga.
23 AGO


087 London, ON (CAN) à Niagara Falls, ON (CAN): 238.69 km
Retornamos ao Canadá.
Estamos indo em direção à Niagara Falls. Sábado acendeu a luz do ABS. A roda dianteira freia legal. Algo diferente na roda traseira. Evito usar o freio de pedal. Chovia bastante. Então a solução foi parar, dormir, e torcer para que no dia seguinte, a tal luz não acendesse.
O domingo amanheceu sem chuva. Mas, a luz acendeu novamente. Acho melhor procurar uma oficina Harley. Tem uma em Blenheim, 50 km à frente. Toca pra lá. Estava fechada.
Tem outra em London, 100 km mais. Vamos lá. À meio caminho, para nossa "alegria", o ronco do motor foi se tornando mais forte, digo, mais alto, mais esquisito, bastante indesejável. O escapamento se partiu. Arame daqui, alicate dali, chave de fenda acolá, e pronto. Dá prá chegar na oficina, sem muito escândalo.
Em London, a loja da Harley estava aberta. Ufa! Só para venda. Ahhhh! Fomos atendidos pelo Rick, que prontamente foi até a moto, e viu nosso problema. Num instante já estava com prancheta na mão, abrindo uma ordem de serviço. E mais: moto na oficina (primeira na fila para amanhã), transferimos nossa bagagem para seu carro, e ele gentilmente nos levou à um hotel.
E não foi só isso! Procurou o hotel com melhor custo/benefício nas proximidades, pechinchou e a diária de $79 baixou para $59. Beleza!
London é a décima maior cidade do Canadá, localizada estrategicamente entre três travessias de fronteira com os Estados Unidos, proporcionando pronto acesso aos mercados deste país, o que lhe permite manter sua atratividade para investidores de todo o mundo.
Hoje pela manhã fui atendido pela "service manager" Lori Burke. Com muita paciência me explicou o que foi feito. O cano da descarga foi soldado, porque eles não dispõem em estoque do modelo (trata-se de item especial para exportação), e a luz do ABS necessita trocar o sensor. Também não tem em estoque. Fizeram o pedido. Chegará amanhã. Mas para me liberar hoje, sacam de outra moto. E a conta? Nada. Tudo por conta da garantia. Beleza.
Obrigado, ROCKY´S HARLEY DAVIDSON OF LONDON.
Moto pronta, lá fomos nós, faceiros da vida, em direção à Niagara Falls, sempre pela Rodovia 3, uma Scenic Route, que margeia o lago Erie. Beleza de estrada.
Com uma área de 25 745 km², o Lago Erie é o 13º maior lago do mundo, em extensão territorial (contando-se o Mar Cáspio e o Mar de Aral). Tem uma profundidade média de apenas 19 metros.
22 AGO


086 Leamington, ON (CAN) à London, ON (CAN): 195.03 km - Encontro de Blumenau
Hoje saímos aqui de Leamington, em Ontário, rumo à London, também em Ontário.
Leamington foi nomeado o melhor lugar para se viver no Canadá, pela revista MoneySense e é conhecida como a "Capital canadense do tomate".
Até o balcão de informações turísticas, no centro da cidade, é um tomate de fibra de vidro, de grandes dimensões. A torre de água, também é um tomate gigante.
A cidade também se destaca pela qualidade de sua uva, já com muitos prêmios por sua excelência na produção de vinho.
Por aqui, há também o paraíso natural de Pelee Island , um parque nacional com mais de 10 km de trilhas para caminhadas, e muito procurado para observação de pássaros, que chegam até essa área vindos de várias regiões. Maio é o mês mais movimentado para essa prática.
Em Blumenau, chega ao fim mais um encontro dos PHDs. Como sempre, a alegria de receber centenas de amigos e a certeza do dever cumprido. Obrigado à todos por colaborarem mais uma vez para o sucesso do evento. Ano que vem tem mais.
21 AGO

085 Sawyer, Mi (USA) à Leamington, ON (CAN): 401.52 km - Encontro de Blumenau
Sawyer, aqui em Michigan, é uma pequena e pacata cidade. Oferece um grande centro de apoio junto à saída da Interstate 94, que permite aos viajantes cansados um refúgio seguro, combustível, alimentação e outras "ajudas" para sua viagem.
A origem da cidade deu-se quando um juiz de Ohio, Silas Sawyer, se cansou da sala do tribunal e decidiu que iria juntar-se à migração para o oeste, em meados dos anos 1800. Sawyer comprou uma centena de hectares e depois de limpar a metade de sua terra, plantou-a com árvores frutíferas. Ele continou, registrou o domínio e logo...
A cidade cresceu como um centro agrícola, e acabou por criar um mercado ao ar livre onde os compradores dos seus produtos vinham por trem e caminhão, e levavam os mesmos para os grandes centros populacionais. A comunidade também teve um próspero comércio de madeira.
Novamente no Canadá, agora em Leamington, em Ontário.
Em Santa Catarina, a linda Blumenau como sempre recepcionando centenas de Harleys, que enfeitam (se é que possível) ainda mais a cidade.
20 AGO


084 Monmouth, IL (USA) à Sawyer, MI (USA): 431.38 km - Encontro de Blumenau
Hoje saímos de Monmouth, cidade localizada no estado americano de Illinois, no Condado de Warren.
Segundo o censo americano de 2000, a sua população era de 9841 habitantes. Em 2006, foi estimada uma população de 9151, um decréscimo de 690 (-7.0%).
De acordo com o United States Census Bureau tem uma área de 10,5 km², e localiza-se a aproximadamente 207 m acima do nível do mar.
Possui vários parques para lazer, com muito espaço para o beisebol. Nos Estados Unidos a modalidade esportiva é a que atrai mais espectadores aos estádios.
Major League Baseball (MLB) é o nível mais alto de jogo em beisebol profissional nos Estados Unidos da América. Mais especificamente, Major League Baseball ("MLB") refere-se à entidade que opera as duas melhores ligas da América do Norte, a Liga Nacional e a Liga Americana, por meio de uma estrutura organizacional conjunta que existe entre elas desde 1920.
Portanto, as inúmeras áreas públicas para o esporte por aqui, fazem todo sentido.
Nosso destino final de hoje, é a pequena Sawyer, em Michigan.
Em Blumenau, hoje é a abertura do evento. A cidade respira Harleys, por todos os lados.
19 AGO

083 Columbus, NE (USA) à Monmouth, IL (USA): 664.86 km - Lançamento do Livro
No dia de hoje saímos de Columbus (cidade localizada no estado americano de Nebraska, no Condado de Platte) e seguimos até o estado de Ilinois, mais precisamente no condado de Warren, cidade de Monmouth.
Monmouth, em seus 10,5 km², tem cerca de 10.000 habitantes, e a cidade está a 207 metros acima do nível do mar. Praticamente a metade de Columbus, nosso ponto de partida hoje, que abriga cerca de 21.000 habitantes.
Pelos lados do Brasil, mais precisamente em Santa Catarina, aconteceu hoje também o lançamento e a noite de autógrafos do livro:
Ushuaia - Duas Rodas e Um Sonho, do PHD Sergio Pires.
O evento aconteceu nas dependências do restaurante Moinho do Vale, em Blumenau - SC.
Ainda em Blumenau, amanhã teremos um dia todo especial: a abertuda de mais um encontro dos PHDs. Como é bom sentir todo o clima que antecede mais esse grande evento, vendo várias Harleys circulando pela cidade.
E, apenas pra lembrar, na próxima semana retomaremos a nossa expedição.
18 AGO


082 Fort Morgan, CO (USA) à Columbus, NE (USA): 639.25 km
Nossa idéia para hoje era avançar bastante. Por isso, levantamos bem cedo. Oito horas da matina e já estávamos em pé. Um pouco mal humorados, naturalmente. Odiamos levantar cedo.
Em tempo recorde nos aprontamos e, pontualmente, nove e meia estávamos na estrada. Primeira parada em North Platte, já no Nebraska, para visitar o museu do Buffalo Bill, e lembrar, com muito carinho, os bons tempos da infância, dos gibis do faroeste, e deste personagem que, sem dúvida, era um dos mais famosos.
O estado de Nebraska está situado nas grandes planícies norte-americanas, na região central do país. Os alemães são o maior grupo étnico do estado, compondo 38,6% da população.
Em Grand Island (cerca de 45.000 habitantes), decidimos por em prática uma recomendação do PHD MacGyver, e deixamos a I-80 (Hwy) para seguir por estradas secundárias que nos levarão ao mesmo destino: Omaha. A paisagem é mais bonita, e os hotéis mais baratos. Prova disso: estamos em Columbus, hospedados no Super 8, à US$ 47,00. Muita mordomia, quase de graça.
Por falar em paisagem, Nebraska é um estado com agricultura altamente mecanizável, destacando-se imensas plantações de milho, em forma de círculos, irrigadas por grandes peões, de até 500 metros.
Omaha é a cidade mais populosa do Estado americano de Nebraska (a capital do estado é Lincoln). Sua população é de aproximadamente 410 mil habitantes (censo de 2004). Omaha possui um forte setor financeiro. Algumas de suas fontes de renda são o setor de transportes e de telecomunicações, e a indústria de produtos agropecuários.
Muita expectativa pelos lados catarinenses, em função do encontro dos PHDs, que inicia nesse dia 20. A preparação está nos detalhes finais, e Blumenau aguarda todos os inscritos com muito carinho.
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17 AGO


081 Clifton, CO (USA) à Forte Morgan, CO (USA): 586.04 km
Estamos em Forte Morgan, no Colorado, rumando para o Leste, em direção às Cataratas do Niagara. Com pneu traseiro novinho e tudo mais. Beleza.
Ontem viajamos por uma estrada muito bonita, sempre por dentro de intermináveis canyons, passando por Price, Green River, no Utah, e entramos no Colorado em Grand Junction. Cidade bonita, mas de hotéis muito caros. Prince, em seus 11,0 km² de área, tem cerca de 8.000 habitantes. Já Grand Junction, além de ser bela, tem uma curiosidade bem interessante: por aqui foram descobertos fósseis de trilobitas. Ok, mas o que são trilobitas? A Era Paleozóica ou Primária veio após a Pré-Cambriana e durou 325 milhões de anos. Durante esse tempo surgiram na Terra inúmeros animais invertebrados, como insetos e escorpiões. Alguns deles, como os trilobitas, extinguiram-se ao término da Era Paleozóica. Surgiram, nesta ordem, os peixes, os anfíbios e os répteis, e também as primeiras plantas terrestres, os fetos. Por volta do final da Era Paleozóica, todos os continentes estavam unidos em um só, o Pangéia.
Escapamos e formos dormir na vizinha Clifton. Pra variar, pegamos uma chuva torrencial. Verdadeiro diluvio. Aquilo sim é que era chuva. Fiquei até com uma pontinha de inveja do fazedor dela. Muita competência.
Hoje conhecemos Aspen, famosa estação de esqui, e depois cruzamos o Independence Pass, a 12.083 pés de altitude. Belas paisagens.
Aspen, antiga cidade que passou pela febre da mineração da prata, mantém o espírito do oeste americano, com um charme vitoriano e uma atmosfera hospitaleira. Aspen foi classificada como a estação número 1 em après-ski e vida noturna. Après-ski, é mais ou menos como se fosse o famoso "happy hour", porém ainda trajado com as roupas de esqui. Chamam também de "o décimo nono buraco do golfe", numa metáfora bem humorada.
A destacada escola de esqui oferece instrutores multilingües de quatro continentes, com avançados programas para crianças, adolescentes e adultos. Excursões ecológicas nas montanhas com guias, são uma ótima apresentação orientada à família da vida selvagem alpina.
Prá finalizar, uma palavrinha sobre Ft. Morgan: localizada numa planície sem fim, a cidade cheira à dinheiro. É que, bem pertinho daqui, tem uma fazenda (enorme, grande como nunca vi) de criação de gado confinado, e o vento se encarrega do resto.
Conforme prometemos no diário de ontem, mais uma novidade do mundo literário: Durante o encontro dos PHDs, que inicia nessa sexta, em Blumenau, teremos o lançamento da quarta edição do livro "Quem Somos e à Que Viemos". Trata-se de uma coletânea de contos e histórias escritas pelos próprios PHDs, e ilustradas no melhor estilo custom. Cada piloto ganhará um exemplar.
16 AGO



080 Salt Lake City (USA) à Clifton (USA): 484.02 km
As andanças por solo americano de hoje foram na região de Clifton, Colorado. Está localizada no Condado de Mesa.
Com cerca de 18.000 habitantes, localiza-se a aproximadamente 1423 m acima do nível do mar.
Pelo Brasil, um convite recebido e repassado:
Gostaria de convidar a todos os amigos, motociclistas ou não, juntamente com suas esposas, para o Lançamento do livro : Ushuaia - Duas Rodas e Um Sonho.
O livro, escrito por mim após viagem de moto que fizemos com mais 8 PHDs ao sul do continente americano, num lugar conhecido como "Fim do Mundo", narra as diversas historias e os desafios enfrentados pelo grupo, em empolgantes 320 páginas, com mais de 100 fotos coloridas.
Toda a renda que conseguir obter com a venda de exemplares do livro, será revertida 100% em dinheiro, em prol do Coral das Meninas Cantoras de Porto Murtinho, cidade localizada no estado de MS.
Este coral é formado exclusivamente por meninas, com idades entre 8 e 16 anos , e é mantido atraves de doações, cujo objetivo é a participação delas em cursos e apresentações que fazem em todo o Brasil. No ano passado, este coral cantou no encerramento da festa dos PHD´s, em uma apresentação simplesmente espetacular ! Veja o vídeo aqui no site, no dia de hoje! A capa do livro também está na seção de imagens.
O objetivo maior deste coral, é retirar das ruas meninas menores de idade dando a elas, uma nova oportunidade na vida.
Serviço:
Ushuaia - Duas Rodas e Um Sonho
NOITE DE AUTÓGRAFOS: 19 DE AGOSTO DE 2010
HORA: 19 HORAS.
LOCAL: RESTAURANTE MOINHO DO VALE - BLUMENAU SC
Se puderem comparecer, nos sentiremos honrados com a vossa presença. Todos os viajantes estarão presentes, para autografar a obra junto comigo.
Um grande abraço
PHD Sergio Pires
Blumenau-SC
Falando em livro, amanhã teremos ainda mais novidades.
O Chico aproveitou o dia de hoje para, depois de quase 3 meses, rever os amigos e jogar uma "bolinha". É bom mesmo aproveitar, já que daqui a uns 10 dias já estaremos juntos novamente, prosseguindo nossa expedição.
E, os preparativos para o encontro continuam de vento em popa. Com a proximidade da data, a adrenalina já vai subindo.
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15 AGO

079 Salt Lake City (USA): 248.85 km
Amanhã mudaremos de direção. Retomaremos o rumo ao leste. Só viemos até Salt Lake City para conhecer a região. Muito bonita a cidade.
Salt Lake City é a capital e a cidade mais populosa do estado norte-americano do Utah. O nome da cidade é muitas vezes abreviado para Salt Lake ou SLC. A cidade foi fundada em 1847 no Great Salt Lake City por um grupo de pioneiros mórmons. Eles enfrentaram a perseguição do governo americano devido à prática de poligamia, oficialmente interrompida em 1890.
O crescimento da mineração e a construção da primeira ferrovia transcontinental, inicialmente, trouxe crescimento econômico, e a cidade foi apelidada de "Crossroads of the West". Salt Lake City, desde então, desenvolveu uma forte indústria do turismo ao ar livre e vinculada as estações de esqui. Desportos de inverno, como esqui e snowboard, são populares nas montanhas Wasatch, ao leste de Salt Lake City. Oito estações de esqui se encontram dentro de 80 km da cidade. A popularidade das estâncias de esqui aumentou quase 29% desde os Jogos Olímpicos de Inverno de 2002 (quando foi sede).
Salt Lake também é mundialmente conhecida por abrigar a sede da "Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias", (também conhecida como Igreja Mórmon). De acordo com dados do governo, atualmente 78% da população da cidade é adepta da religião mórmon.
Hoje fizemos city tour, de Harley.
Amanhã vamos ao "dealer" checar o pneu traseiro. Ontem quando vínhamos, senti ele meio baixo. Estava só com 25 libras. Também pudera. Já está com mais de 20.000 km rodados. Coloquei ele em Léon, no México. Valentão, hein! Foi até o Alasca e acho que ainda tem borracha para mais alguns quilometros. Mas por prudência, vou checar.
PHD Chico está em Blumenau para o encontro de PHDs, com retorno marcado dia 25 saindo do Brasil e chegada dia 26 em Billings (USA), para reinício da nossa jornada.
14 AGO


078 Cheyene (USA) à Salt Lake City (USA): 731.48 km
Um pouco sobre nossas andanças aqui em Cheyenne Wy:
Wyoming é um dos estados mais escassamente povoados dos EUA, apresentando a segunda menor densidade populacional, o que pode se justificar pela distância ao mar e grandes lagos, e também pela presença de reservas naturais onde a construção de novas residências e estabelecimentos comerciais é proibida.
O esporte símbolo do estado é o Rodeio, e o mamífero símbolo, o Búfalo. A principal fonte de renda de Wyoming é o turismo, seguida pela agropecuária.
Cheyenne é a capital e maior cidade do estado. A cidade possui aproximadamente 53 mil habitantes. É também a capital do condado de Laramie, e a maior cidade do Wyoming. Foi fundada em 1867.
Tem área total de 57,9 km2 e densidade populacional de 969,6 hab/km2.
PHD Chico está em Blumenau para o encontro de PHDs, com retorno marcado dia 25 saindo do Brasil e chegada dia 26 em Billings (USA), para reinício da nossa jornada.
13 AGO


077 Keystone (USA) à Cheyenne (USA): 495.40 km
Meus amigos:
Nosso primeiro dia de viagem solo, foi normal. Por sugestão do nosso amigo PHD MacGyver, e dos nossos amigos brasileiros que encontramos em Hill City, resolvemos dar uma esticadinha até Cheyenne, a capital do estado de Wyoming.
No começo, um frio na espinha, só em pensar que estamos sozinhos na estrada. Digo sozinhos, sem a companhia dos amigos da Expedição Alasca, à quem tanto nos acostumamos. Porque na verdade, a estrada é bastante movimentada, com muitos motociclistas indo e vindo. Então, não estamos sozinhos.
Vi no site que houve problemas com o SPOT. Me parece que ele registrou a viagem só até Lusk, seguimos até Cheyenne. Acho que esgotaram-se as pilhas.
Hoje pela manhã, troquei as pilhas e tocamos para Salt Lake City. Agora de noitinha, vejo que ele, (o SPOT) somente começou a marcar em Laramie. Não sei o que houve. Tenho certeza que o liguei pela manhã, em Cheyenne.
Amanhã ficaremos por aqui, conhecendo melhor esta bela cidade.
Abração
PHD Chico está em Blumenau para o encontro de PHDs, com retorno marcado dia 25 saindo do Brasil e chegada dia 26 em Billings (USA), para reinício da nossa jornada.
12 AGO



076 Rapid City (USA) à Keystone (USA): 123.66 km
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11 AGO


075 Bufalo (USA) à Rapid City: 350.9 km - Encontro anual dos PHDs (BRA)
Estamos em Gillete, no Wyoming, numa autorizada HD, para revisão nas motos. Enquanto aguardamos, aproveito o tempo para relatar a viagem depois que deixamos Billings.
Em Billings, nos despedimos do Chico e do Evangelista (eles deixaram as Harleys na autorizada HD e voaram para Chicago e depois rumo ao Brasil. Deverão retornar aos States dentro de 15 dias aproximadamente, pegar suas Harleys e prosseguir a viagem, e nos encontrar, em algum lugar deste país).
Não vamos falar em despedida, até porque não foi exatamente uma despedida. Foi um até breve. Despedida mesmo, foi dos nossos amigos PHD Magnus e Karole, que tão gentilmente nos receberam e nos hospedaram em sua casa. Depois de muitos dias de viagem, longe de casa, é indescritível o prazer e a satisfação de, novamente, sentir o calor de um lar. Muito obrigado,
amigos, vocês não imaginam o bem que nos fizeram.
Saimos (eu, a Terezinha e o MacGyver) de Billings em direção ao Yellowstone Park. Nossa primeira parada foi na simpaticíssima cidade de Red Lodge. Pequena, bem ao estilo velho oeste, com muitos bares, saloons e lojas de artesanatos. Tem até uma lojinha HD!
Prosseguindo viagem, teríamos que cruzar o Beartooth Pass. A pequena estrada atravessa por região montanhosa, atingindo 10.947 pés de altitude. Já que iríamos tão alto, pensei em aproveitar a ocasião para ter uma conversinha com o grande mestre fazedor de chuvas, obter algumas dicas, aprimorar meus conhecimentos. Péssima idéia. Acho que ele não gostou nada
da minha intenção. Ficou furioso. Num instante, espessa nuvem negra cobriu o céu, raios, trovões, relâmpagos, e chuva. Muita chuva. E não foi só isso! A temperatura caiu para baixo de 30º F. Tremíamos qual varas verdes. E nada é tão ruim, que não possa ficar pior. Pois ficou. Granizo. Começou a cair granizo. Em grande quantidade. As pedrinhas de gelo batiam na bolha e
ficavam grudadas. O trânsito seguia lento, muito lento, pois era grande o perigo de gelo na pista. E o frio cada vez apertando mais. Que sufoco!
A chegada em Cooke City foi um alívio. Tirar aquelas roupas molhadas, tomar uma ducha quentinha, vestir roupas secas, beber um café fumegante, era tudo o que queríamos. A cidade é pequena, só tem uma rua e alguns poucos motéis, e nessa época, o movimento de motociclistas por aqui é muito grande, pois é caminho entre o Yellowstone Park e Sturgis, onde está acontecendo o grande encontro anual. (Todos os anos, no começo de agosto, é realizado o maior encontro do mundo de aficcionados por motos Harley-Davidson, o Sturgis Rally and Races). E pelo mesmo motivo, muitos pararam por aqui para pernoite. Nos motéis que íamos encontrando, via-se a placa avisando “NO VACANCY”. Mas, no final, tudo se resolve. Conseguimos encontrar um que ainda dispunha de dois apartamentos. Hoosier´s Motel. Beleza. É tudo o que queremos. Nem perguntamos se tinha internet (não tinha), quanto custa, etc.
Ficamos com eles.
Fomos atendidos por uma simpática senhora, miudinha, de cabelos bem branquinhos, fala macia, e muito atenciosa. Depois que preenchemos nossas fichas, ela nos presenteou com o mais inusitado dos presentes: para cada um, um balde com duas toalhas e um disco de madeira, de aprox. 10 cm de diâmetro, por 1 cm de espessura (um grande Sonrisal). “Para limpar as motos”, disse ela, num inglês fácil de entender, “e o disco de madeira é para apoiar o pezinho das motos, pois o piso do estacionamento é de pedras soltas”. Queria ter visto minha cara nesse momento. Deveria ser uma mistura de espanto, estupefação, surpresa, alegria, admiração, e vai por aí afora. Depois de tudo o que passamos, encontrar um anjo, que nos acolhe, e se preocupa com nossas Harleys, é muito mais do que desejamos.
Com um belo sol da manhã, fomos para Yellowstone. Muitos bisões, manadas com 10, 100 ou mais animais. Todos muito calmos, pastando tranquilamente, sem se preocupar com os visitantes e suas máquinas fotográficas. Nada de ursos. Soubemos que recentemente uma ursa atacou um acampamento, matando uma pessoa e ferindo outras. Que por conta disso, ela será sacrificada, pois pode querer atacar humanos novamente. E seus filhotes, que à tudo assistiram, serão recolhidos à um zoológico, para evitar que tentem repetir o ataque da mãe.
Muitos geisers formando belas esculturas no chão, em formas e cores diferentes. E a imperdível visita ao canyon que deu nome ao parque, com imensos paredões amarelos. Yellowstone abriga a maioria dos geiseres de todo o mundo, graças à sua formação geológica.
Saindo do parque, passamos por Cody, cidade que leva o sobrenome de batismo do lendário Buffalo Bill, e fomos dormir em Buffalo. William Frederick Cody matou milhares de búfalos num curto espaço de tempo, ficando por isso com a alcunha de "Buffalo Bill". Além de caçar búfalos, Cody teve inúmeros empregos: batedor da cavalaria americana (1868-1872), mensageiro do Pony Express (1860), gerente de hotel, ferroviário e condutor de diligências.
Uma lenda em seu país, Buffalo Bill se tornou também mundialmente famoso graças ao show sobre o Oeste Selvagem (Buffalo Bill's Wild West show) que passou a estrelar a partir de 1883. O show incluía uma parada de cavaleiros, participação de índios americanos, e grandes atiradores.
Dia seguinte, viemos até Gillette, onde estamos aguardando nossas Harleys serem revisadas. Loja HD grande, com bem montada oficina, e estrutura para ficar aguardando o conserto das motos. Com café, donuts, sorvete, água, e muita, mas muita mordomia. Gillette é uma pequena cidade, de cerca de 25.000 habitantes. Fica no condado de Campbell.
A saída de Billings rumo à Blumenau também foi acompanhada pela família do gentil e prestativo PHD Magnus. O que nos esperava era uma maratona de 4 aviões e um trecho de carro, umas 33 horas de jornada.
Muita correria para pegar os aviões no horário, até pela internet procurávamos saber os "gates" para embarcarmos. Não deu outra... Com todos os atrasos da aviação em geral, até a Delta Air Lines, maior companhia aérea do mundo, atrasou a partida de Atlanta. Imagina, resolveram trocar ali mesmo no aeroporto, uma peça no avião. Como resultado, mais de uma hora de atraso na chegada ao Brasil, espera na esteira de bagagens e mais uma surpresa da Delta: cadê a mala ? nada dela aparecer... Corre para o serviço de reclamação, anotaram tudo e aí ao invés de nos liberarem você vai primeiramente para a receita federal, para então (sem ter nada que impeça),
ser enfim liberado. Processo realizado, embarca no ônibus que leva os passageiros de Guarulhos para Cumbica e assim a conexão está perdida.
Solução ? Ligar para a Delta, afinal o problema era deles. A resposta via Tam foi rápida e resolveram: "O senhor fica hospedado aqui em São Paulo por nossa conta e embarca amanhã pela Gol para Navegantes". Mais 24 horas fora de casa. Acostumado a resolver problemas de estrada rapidamente, ligamos para a Harleytours, e esses prontamente resolveram, trocando a passagem para Curitiba. Santa eficiência....
Já no aeroporto, a Harleytours estava me esperando, com meu amigo Harley me conduzindo à Blumenau pessoalmente, num gesto merecedor de muitos elogios.
Balanço final: 33 horas, 4 aviões, um trecho de ônibus e um de carro.
Enfim, estava em Blumenau junto à minha esposa Rose. Os preparativos para o encontro estão em andamento e vamos receber os inscritos com muita alegria.
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10 AGO

074 Cooke City à Bufalo (USA): 586.02 km - Blumenau (BRA)
Ontem olhando no site da Expedição Alasca verificamos que eles tinham parado muito cedo. Aguardamos o anoitecer e com as coordenadas do ponto onde estavam parados, começamos nossas "investigações". Procuramos no google maps e achamos o Hoosier's Motel & Bar em Cooke City, MT. Descobrimos o telefone e... bingo ! Conseguimos falar com eles. Tinham se
deparado com uma tremenda chuva de pedras no caminho, e pararam para colocar a capa, estacionando as harleys no acostamento. Ela caiu, o que causou alguns estragos materiais, nenhum dano físico (ainda bem).
Embarcaram e seguiram, mas a chuva estava de tal forma que acabaram ficando neste motel à beira da estrada. Contam que mais de 100 harleys passavam pelo local, acreditaram que com destino à Sturgis.
Com um sol "daqueles", Billings tem um clima sonhado por muitos. As chuvas acontecem normalmente por uns 30 minutos e o sol volta à brilhar intensamente. Vi fotos da família do PHD Magnus, com neve cobrindo o seu jardim de casa. A neve naquela época precisa ser retirada da calçada, já que o proprietário do imóvel corre o risco de ser responsabilizado, caso algum transeunte escorregue em função dela.
Na saída da garagem, com pá ou uma máquina apropriada, a neve tem que ser retirada também, pois se compactar, vira um verdadeiro vidro gelado. Os carros tem que desenvolver velocidades extremamente lentas. Caso você exceda a velocidade, vira passageiro do veículo, que desliza até colidir em algo.
Osmar, Terezinha e o Macgyver, se deslocaram visitando o famoso Parque Yellowstone, e nós seguimos rumo ao aeroporto, ciceroneados pela gentil família do PHD Magnus.
Em casa as nossas queridas já sabiam da notícia do nosso embarque, e vibravam. Nosso destino, o encontro dos PHDs em Blumenau, e o Chico com uma missão extra: acompanhar a saúde da sua querida Rose.
Hoje cedo recebemos a ligação do PHD Laranjeira (Neverflat), preocupado com a saúde da Rose. Marcamos a entrega de mais produtos Neverflat para a troca dos pneus que será feita aqui em Billings, proporcionando maior segurança à todos nós.
Agora estou aqui. Sentado na poltrona do meu vôo doméstico nos EUA, nas "mãos" do piloto de um Embraer 175. Acabei sentindo uma ponta de orgulho, afinal, voaremos nos EUA, em um avião com tecnologia made in Brasil.
O Embraer 175 é um avião à jato com capacidade para 78 passageiros, fabricado no Brasil pela Embraer. O primeiro vôo aconteceu em 2000, e a primeira encomenda foi para Air Canada. Para os mais chegados em termos técnicos, trata-se de um birreator com fuselagem "double-bouble", quatro assentos por fileira, de dois a dois, concebido para maximizar o conforto dos passageiros.
Só um detalhe: quando falo que estou aqui, na poltrona do avião, é isso mesmo. Graças ao IPAD, consigo me comunicar até aqui, em um local onde até pouco tempo atrás era inimaginável a conexão à internet.
09 AGO



073 Billings (USA) à Cooke City (USA): 226.28 Km
Ontem em Billings tivemos um momento familiar. Mais uma vez nesta viagem, PHDs e amigos nos acolhem como verdadeiros membros das suas famílias. Em Billings (Montana), não foi diferente. Esta família nos recebeu, nos hospedou, nos encaminhou até a loja da Harley local para, pela oitava vez, tentarem eliminar problemas na Harley do Chico. Mas, este capitulo sobre a harley escreveremos em outra oportunidade. Na harley nos atenderam muito bem. Anotaram tudo, como nas outras concessionárias, e prometeram resolver o problema. O PHD Magnus estava ali atento, e estará conferindo o serviço (sorte a nossa).
Hoje na loja da Harley, aconteceu o que tínhamos programado. Porém, mesmo programado, esperado, foi um momento muito difícil para todos: a separação momentânea do grupo. Dessa forma, os PHDs Evangelista e Chico partem para Blumenau com uns dias de antecedência. Ambos participarão do encontro anual dos PHDs, e o Chico viaja antes, por um motivo mais que justo: tratar os problemas de saúde de sua esposa, a Rose.
O momento triste ficou por conta da partida dos PHDs Osmar & Teresinha, juntamente com o PHD Macgyver, que seguiram passeando. Hoje, visitando o parque Yellowstone. A "casa" do Zé Colméia (Yogi Bear), e do Catatau.Quem não conhece ? Interessante, é que esses personagens, criados pelos famosos William Hanna e Joseph Barbera, foram criados em 1958 como coadjuvantes de uma outra série animada: Dom Pixote. Fez tanto sucesso, que em 1960 Zé Colméia ganhou sua própria série.
O Parque Nacional de Yellowstone é o mais antigo parque nacional do mundo. Foi inaugurado à 1 de Março de 1872, e cobre uma área de 8980 km².
No site da expedição, o SPOT continuará marcando os caminhos dos PHDs por solo americano.
Billings é a maior cidade do estado de Montana. As principais fontes de renda de Montana são a extração de petróleo e de carvão, a agropecuária e o turismo. O estado possui grandes reservas de petróleo, e as maiores reservas de carvão do país.
Além disso, duas curiosidades chamam atenção também: Montana possui o rio mais curto do mundo, o rio Roe, segundo o Guiness. O rio Roe tem apenas 61 metros de comprimento. E, é o local onde humanos e uma raça alienígena, os vulcanos, encontram-se pela primeira vez, segundo o filme Star Trek: Primeiro Contato.
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08 AGO


072 Calgary (CAN) à Billings (USA): 881.93 km
Fizemos uma pequena alteração no roteiro, e viemos direto à Billings, em Montana, nos Estados Unidos. Aqui o Chico vai deixar sua Harley na oficina autorizada local, para que os técnicos e mecânicos resolvam, de uma vez por todas, os problemas de vazamento de óleo que vem apresentando. Problema esse que já foi apresentado à várias oficinas autorizadas, porém, sem sucesso até agora.
Durante o trajeto, a chuva foi uma ameaça constante. Negras e carregadas nuvens sempre pairando à nossa frente. Porém, todos unidos numa corrente de pensamento positivo, e a estrada caprichosamente mudava de direção, levando-nos para longe do aguaceiro. Isso até parece estranho, mas às vezes, um verdadeiro fazedor de chuva, se empenha ao máximo para que a chuva não venha estragar o passeio.
Temos observado também, grande mudança na paisagem. Deixamos para trás as florestas de pinus do Alasca e do Canadá, as espetaculares Montanhas Rochosas da região de Jasper e Banff, e agora rodamos por uma planície sem fim, de terras cultiváveis e de criação de gado em gigantescas fazendas, iguaizinhas àquelas que estamos acostumados a ver em filmes.
Ontem, em Jasper, tivemos nossa expedição enfim "carimbada" com algo que faltava. Afinal, tivemos a felicidade de, enfim, ver um urso de perto. Obrigado, "seu" urso.
Em Billings, no estado americano de Montana, condado de Yellowstone, aproximadamente 100.000 habitantes, fomos recebidos pelo simpático casal PHD Magnus e Karole, e seu filho Nicholas, brasileiros que residem nessa cidade, e nos acolheram em sua casa.

